Hematologia e Hemoterapia

Fatores além das calorias podem dificultar o emagrecimento

Além do balanço de calorias, fatores como qualidade do sono, estresse, ingestão de proteínas e condições metabólicas podem explicar a dificuldade para perder peso e manter resultados.

Por Redação Brazil Health , 27/04/2026

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Fatores além das calorias podem dificultar o emagrecimento

Quando a balança para de descer, muita gente culpa apenas “falta de força de vontade” ou erro no cálculo de calorias. Especialistas ouvidos em um material de divulgação apontam, porém, que o emagrecimento pode estagnar por uma combinação de ajustes do próprio organismo e hábitos do dia a dia que passam despercebidos.

“O corpo humano possui mecanismos de adaptação que podem dificultar o emagrecimento ao longo do tempo. Além disso, hábitos do dia a dia muitas vezes passam despercebidos e acabam sabotando os resultados”, afirma o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, especialista em obesidade.

O que pode estar por trás do peso parado

Entre os fatores mais comuns está o sono insuficiente ou de má qualidade. Estudos indicam que dormir pouco altera hormônios ligados à fome e à saciedade, o que pode aumentar a vontade de beliscar e dificultar a perda de gordura. “Os impactos são a necessidade de uma quantidade maior de comida ou mesmo de beliscos durante o dia”, diz Viuniski.

Outro ponto frequente é o estresse crônico. A elevação do cortisol, hormônio associado ao estresse, tem relação com maior apetite e com o acúmulo de gordura abdominal, além de favorecer mudanças no comportamento alimentar.

Alimentação: nutrientes e proteína fazem diferença

Deficiências de vitaminas e minerais também podem interferir no processo, porque esses nutrientes participam do metabolismo, do controle de apetite e da disposição para atividades físicas. “Deficiências de ferro, vitamina D e magnésio, por exemplo, estão associadas a alterações metabólicas e pior controle da glicose, fatores que podem influenciar indiretamente a perda de peso”, afirma a nutricionista Clara Lucia Valderrama. Ela recomenda fazer exames de uma a duas vezes por ano para avaliar se há necessidade de ajustes na alimentação ou suplementação.

A baixa ingestão de proteínas é outro fator citado. Dietas com mais proteína tendem a aumentar a saciedade e ajudam a preservar massa magra durante o emagrecimento. “Procure fracionar o consumo de proteína em todas as refeições, inclusive nos lanches, para favorecer a síntese muscular e a saciedade”, orienta Clara Lucia.

Exercício, hidratação e investigação de saúde

O nível de atividade física pode ser decisivo, especialmente porque a perda de peso pode vir acompanhada de redução do metabolismo basal (um ajuste conhecido como termogênese adaptativa). Exercícios que estimulam ganho e preservação de massa muscular ajudam a sustentar o gasto energético ao longo do dia.

Também é comum subestimar o quanto se come e superestimar o quanto se gasta com exercício, segundo pesquisas citadas no material. Por isso, a orientação profissional e o monitoramento de hábitos podem ajudar a ajustar o plano.

Por fim, condições hormonais e metabólicas – como hipotireoidismo, resistência à insulina e síndrome dos ovários policísticos – podem afetar apetite, metabolismo e distribuição de gordura, exigindo avaliação médica. A hidratação também entra na conta: beber água suficiente pode contribuir para saciedade e melhor controle do consumo ao longo do dia, e estudos sugerem benefício ao ingerir água antes das refeições.