Medicina Intensiva

Quais são as lesões mais comuns no futebol e como evitar afastamentos longos

Com jogos mais intensos e calendários apertados, especialistas destacam os problemas que mais afastam atletas e as mudanças recentes nos protocolos de avaliação e retorno aos gramados.

Por Redação Brazil Health , 06/07/2026

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Quais são as lesões mais comuns no futebol e como evitar afastamentos longos

Choques e pancadas seguem como a ocorrência mais frequente em partidas de futebol profissional, mas não são o único motivo de afastamentos. O aumento da intensidade física e a sequência de jogos elevam também o número de lesões musculares, entorses e casos que exigem longos períodos de recuperação, como a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA).

No alto rendimento, parte do desafio é que muitas lesões acontecem de forma imprevisível, em disputas de bola e mudanças rápidas de direção. Além disso, a pressão pelo retorno pode aumentar o risco de o problema se repetir.

Lesão muscular e entorse: onde o corpo mais sofre

Entre os quadros mais comuns estão as lesões musculares, que englobam distensão ou estiramento e podem variar de lesão parcial a completa. Arrancadas, explosão muscular e excesso de partidas aumentam o risco, sobretudo na região da coxa. Hoje, avaliações biomecânicas e monitoramento de carga com GPS passaram a ajudar a equipe médica a decidir o momento mais seguro de voltar a competir, já que o retorno precoce eleva a chance de recidiva.

As entorses, especialmente em tornozelo e joelho, também aparecem com frequência por mudanças bruscas de direção, condições do gramado e contato físico. A abordagem atual tem priorizado recuperação funcional, com menos imobilização prolongada e mais mobilização precoce, fortalecimento e fisioterapia acelerada. Nesse contexto, anti-inflamatórios, em especial os corticoides, perderam espaço entre atletas de alta performance.

Ruptura do LCA: por que a volta ao jogo ficou mais lenta

As rupturas ligamentares estão entre as lesões mais temidas no futebol, com destaque para o LCA. Nos últimos anos, protocolos pós-cirurgia mudaram: se antes a recomendação de retorno ao esporte podia ocorrer em cerca de seis meses, hoje muitos serviços indicam de 9 a 12 meses para uma volta mais segura após a reconstrução. A mudança se apoia em estudos que observaram maior risco de nova ruptura quando o atleta retorna cedo demais.

Concussão, cãibra e alertas cardíacos

O traumatismo craniano e a concussão ganharam atenção especial no futebol internacional. Um protocolo recente prevê que o clube tenha direito a uma substituição extra, permanente e sem custo, quando um jogador precisa deixar o campo por suspeita de concussão, além de atendimento imediato e cuidados antes de liberar o retorno ao jogo.

Já as cãibras, comuns em partidas sob calor e alta exigência, hoje são associadas a múltiplos fatores, como fadiga neuromuscular, sobrecarga, falta de aclimatação e hidratação inadequada, e não apenas à ideia de “falta de potássio”.

Além das lesões ortopédicas, condições clínicas também exigem vigilância. Arritmias cardíacas são alterações do ritmo do coração que podem surgir com esforço físico ou ter origem congênita, hereditária ou adquirida, e tendem a responder melhor quando identificadas cedo. O mal súbito, por sua vez, não é uma doença, mas um sinal de que algo está errado, com causas frequentes de origem cardíaca, embora também possa ocorrer por desidratação, hipoglicemia ou condições neurológicas como AVC e convulsões.