Sódio

Falta de Sódio Também Oferece Riscos à Saúde Neurológica, Alertam Especialistas

Além de relacionado à pressão alta, o sódio em níveis baixos traz riscos imediatos ao cérebro e exige atenção clínica

Por Redação Brazil Health , 14/09/2025

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Falta de Sódio Também Oferece Riscos à Saúde Neurológica, Alertam Especialistas

A recente internação da atriz Maria Antonieta de Las Nieves, famosa por interpretar a personagem Chiquinha, reacendeu o alerta para um risco pouco comentado: a deficiência de sódio no sangue, conhecida como hiponatremia, pode provocar sérios problemas neurológicos. A atriz apresentou confusão mental e mal-estar, sintomas diretamente ligados à queda do mineral essencial para o funcionamento do sistema nervoso.

Famoso por sua associação ao excesso, especialmente em casos de hipertensão, o sódio também pode prejudicar o corpo quando está em falta. Presentes nos alimentos do cotidiano, seus níveis precisam ser cuidadosamente mantidos, já que tanto a deficiência quanto o excesso podem causar complicações importantes, principalmente para o cérebro.

Segundo o neurologista Mateus Boaventura, do Hospital Sírio-Libanês, a hiponatremia se manifesta através de sintomas como dor de cabeça, náusea, desorientação e sonolência, podendo evoluir rapidamente para quadros mais graves, incluindo convulsões e coma. Por outro lado, a hipernatremia – excesso do mineral, geralmente ligada à desidratação – pode provocar agitação, irritabilidade e fraqueza.

“A correção do sódio precisa ser feita de forma controlada. Mudanças muito rápidas podem causar lesões neurológicas irreversíveis”, enfatiza o especialista. Ele destaca que o sódio exerce papel fundamental não apenas na regulação da pressão arterial, mas também na transmissão dos impulsos nervosos e na contração muscular.

A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo máximo de 2.300 mg de sódio por dia para adultos saudáveis – o equivalente a cerca de uma colher de chá de sal. No entanto, restringir demais ou abusar pode trazer riscos. O controle é feito por meio de exames de sangue simples, mas casos de alteração exigem acompanhamento médico rigoroso.

  • hidratação adequada e balanceada
  • evitar medicamentos sem orientação médica
  • cuidado redobrado com dietas muito restritivas
  • monitoramento regular em casos de doenças crônicas

Manter o equilíbrio é essencial. “É importante valorizar tanto a prevenção do excesso, quanto reconhecer e tratar rapidamente a falta de sódio”, conclui Boaventura. A mensagem dos médicos é clara: o sódio não é vilão nem mocinho, mas precisa ser mantido sob controle para preservar a saúde neurológica e geral.