Hematologia e Hemoterapia

Entenda por que certas regiões do corpo demoram mais a reduzir gordura

Barriga, laterais da cintura e coxas estão entre as áreas que costumam responder mais lentamente ao emagrecimento

Por Redação Brazil Health , 14/03/2026

3 min de leitura

Entenda por que certas regiões do corpo demoram mais a reduzir gordura

Quem tenta emagrecer costuma perceber um padrão frustrante: o peso até baixa, mas algumas áreas do corpo parecem não acompanhar o ritmo. Barriga, laterais da cintura e parte interna das coxas estão entre as regiões que mais demoram a mudar, mesmo com alimentação equilibrada e atividade física.

O tema ganha dimensão no país. Dados do relatório World Obesity Atlas 2025 apontam que 68% dos brasileiros vivem com excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso.

Segundo Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, a “teimosia” de certas regiões tem explicação no funcionamento do organismo. “Algumas áreas do organismo possuem maior densidade de receptores que dificultam a mobilização da gordura armazenada. Além disso, fatores hormonais, genéticos e o próprio padrão metabólico de cada pessoa influenciam diretamente onde o corpo tende a acumular e preservar reservas energéticas”, explica.

As áreas que mais resistem na perda de medidas

A especialista aponta quatro regiões que costumam exigir mais paciência durante a trajetória de perda de peso:

  • Abdômen inferior: “Essa área concentra depósitos de gordura que sofrem influência direta de fatores hormonais, estresse e hábitos de vida. Por isso, mesmo com diminuição geral do peso corporal, a mudança visual pode demorar mais a aparecer”, diz Fernanda. Entre os fatores que podem ajudar, ela cita melhora do sono, controle do estresse e manutenção de um padrão alimentar equilibrado com exercícios.
  • Flancos (laterais da cintura), os “pneuzinhos”: “Essa área costuma apresentar menor fluxo sanguíneo em comparação com outras partes do organismo, o que pode tornar a mobilização da gordura um pouco mais lenta”, afirma. Por isso, a redução tende a acompanhar, aos poucos, a queda do percentual de gordura corporal total.
  • Parte interna das coxas: o acúmulo é comum, especialmente entre mulheres. “Existe uma forte influência hormonal nesse padrão de distribuição de gordura, além de fatores genéticos e características da composição corporal feminina”, explica a nutricionista.
  • Região lombar (parte inferior das costas): “Muitas vezes essa área concentra gordura subcutânea de longa duração, que tende a responder mais lentamente às mudanças metabólicas”, afirma.

Não dá para “escolher” de onde o corpo vai tirar gordura

Fernanda reforça que, apesar do desejo de reduzir medidas em um ponto específico, o organismo não funciona assim. “Não é possível escolher exatamente de qual área a gordura será eliminada primeiro. O organismo reduz o percentual de gordura corporal como um todo, e cada pessoa possui um padrão diferente de resposta metabólica”, afirma.

Quando o acompanhamento profissional faz diferença

Para quem sente que estagnou ou tem dificuldade em ajustar rotina e hábitos, a nutricionista defende que orientação especializada pode ajudar. “Buscar orientação em um serviço especializado ajuda a entender melhor o funcionamento do corpo e a ajustar estratégias de forma segura. Hoje, inclusive, já é possível ter acompanhamento por meio da telemedicina, com consultas e suporte online, o que facilita o acesso e permite um cuidado mais contínuo para quem deseja emagrecer com orientação adequada”, conclui.