Memória

Técnica Memory City promete turbinar a memória com imaginação

Criada pelo neurologista Marcelo Zalli, a técnica transforma o estudo em experiências mentais personalizadas e, segundo ele, já elevou notas de alunos em 32%.

Por Redação Brazil Health , 25/01/2026

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Técnica Memory City promete turbinar a memória com imaginação

Memória e aprendizado caminham juntos — e podem ser treinados. “A memória é a capacidade do cérebro de registrar, armazenar e recuperar informações”, explica o neurologista e professor titular da Universidade do Vale do Itajaí, Marcelo Zalli. A proposta dele é simples e ambiciosa: usar a imaginação de forma estruturada para lembrar mais e melhor.

Do palácio da memória à “cidade”

Clássicos como o palácio da memória, usados desde a Grécia Antiga, mostraram o poder de associar ideias a lugares. As técnicas de memorização exploram imagens marcantes, sequências lógicas e histórias para facilitar o acesso às informações.

Nessa linhagem surge a Memory City, criada por Zalli. Em vez de um cenário fixo, o estudante “co-cria” uma cidade mental, com ruas, praças e ambientes que funcionam como pontos de ancoragem para conteúdos de estudo. “O segredo aqui está na experiência vivida”, afirma o médico.

Como funciona na prática

A cidade mental é personalizada com cores, sons, cheiros e emoções. Vale imaginar, por exemplo, uma cafeteria perto da Torre Eiffel para estudar biologia: o cheiro do café, a música ao fundo, o croissant, a temperatura do ambiente. A cada distração, o estudante retorna a esse cenário e continua o conteúdo “como se estivesse ali”.

Segundo Zalli, essa abordagem tira o conteúdo do abstrato e o coloca no campo do vivido. “Dessa forma, o conhecimento deixa de ser abstrato e ganha vida em forma de experiências mentais”, diz.

Resultados iniciais

A metodologia foi aplicada em um curso com alunos de medicina por seis meses. De acordo com o neurologista, a turma treinada na técnica obteve notas 32% superiores às de colegas que não praticaram a estratégia. Segundo ele, o método foi testado e publicado após o experimento.

Para Zalli, o grande trunfo é transformar o estudo em algo envolvente. “A Memory City mostra que aprender não precisa ser um exercício frio e repetitivo.” E ele resume o caminho: “O segredo é simples: para memorizar melhor, precisamos entrar no jogo da imaginação, da cocriação.”