Magnésio

Magnésio No Sono: Veja Como o Mineral Pode Melhorar a Qualidade do Sono Profundo

Referência no metabolismo, o magnésio conquista espaço como aliado natural do sono reparador, mas exige uso com orientação profissional.

Por Redação Brazil Health , 26/09/2025

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Magnésio No Sono: Veja Como o Mineral Pode Melhorar a Qualidade do Sono Profundo

A insônia e as noites mal dormidas são realidade para mais de 60% dos adultos, segundo estudo internacional publicado pela PNAS. No cenário de busca por soluções naturais para dormir melhor, o magnésio tem se destacado entre médicos e pesquisadores pelos efeitos positivos que pode proporcionar ao sono, mas também levanta dúvidas sobre indicações e limites de segurança.

O magnésio é um mineral fundamental para o corpo humano. Segundo a farmacêutica bioquímica Paula Molari Abdo, membro da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, ele participa de mais de 300 reações em nosso organismo, incluindo a produção de energia e o funcionamento equilibrado dos músculos, sistema nervoso, glicemia e pressão arterial. Também é essencial para a síntese de neurotransmissores ligados ao bem-estar e ao sono profundo, como a serotonina e o GABA.

Paula destaca que o magnésio favorece o relaxamento neuromuscular e contribui para diminuir o cortisol, hormônio do estresse, além de participar da produção da melatonina, responsável por regular nosso relógio biológico. “O magnésio atua de forma ampla para induzir e manter o sono, proporcionando menos despertares noturnos e mais tempo de sono profundo e restaurador”, explica.

Embora ambos sejam usados para melhorar o sono, cada um age de forma diferente. Segundo a especialista, a melatonina é indicada quando o objetivo é ajustar o ciclo do sono, como no jet lag. Já o magnésio oferece suporte global ao sistema nervoso, favorecendo o relaxamento e a qualidade do sono.

A suplementação tende a ser benéfica, sobretudo, para pessoas com deficiência de magnésio — inclusive quadros subclínicos — e para perfis com maior demanda, como idosos, gestantes, pessoas sob estresse, insônia leve ou fadiga frequente. O ideal, reforça Paula, é sempre contar com avaliação profissional para ajustar tipo e doses.

  • magnésio glicinato: efeito calmante, boa tolerância digestiva
  • magnésio treonato: maior atuação cerebral, útil para sono profundo e cognição
  • magnésio dimalato: ideal para fadiga e sono pouco reparador
  • magnésio citrato: boa absorção, com potencial de efeito laxativo

As doses normalmente variam entre 200 e 350 mg ao dia, a depender das necessidades individuais e orientação médica.

“O uso sem avaliação pode causar diarreia, náuseas, tontura e arritmias, além de ser contraindicado para quem tem insuficiência renal”, alerta Paula Molari.

  • dormir e acordar sempre nos mesmos horários
  • reduzir cafeína e álcool à noite
  • evitar luz de telas próximo ao horário de dormir
  • manter o quarto escuro e silencioso
  • praticar técnicas relaxantes, como meditação ou respiração profunda

O magnésio também deve ser incluído na alimentação, em fontes como sementes, oleaginosas, vegetais verde-escuros, grãos integrais, leguminosas, cacau, peixes e derivados de soja.

Por fim, a farmacêutica reforça que o magnésio não substitui tratamentos médicos para distúrbios mais graves do sono, como apneia ou insônia crônica. “Ele é seguro quando bem indicado, mas não deve ser utilizado indiscriminadamente ou como alternativa única”, finaliza Paula Molari Abdo.