Trombose

Dor na perna pode ser alerta de trombose: veja sinais, riscos e prevenção

Especialista explica sintomas que exigem atenção, quem está em maior risco, inclusive jovens, e medidas simples para evitar complicações como a embolia pulmonar.

Por Redação Brazil Health , 22/12/2025

3 min de leitura

Dor na perna pode ser alerta de trombose: veja sinais, riscos e prevenção

Dor na perna não é “coisa do dia a dia” quando surge de repente, não melhora com repouso e vem acompanhada de inchaço, calor ou mudança na cor da pele. Esses sinais podem indicar trombose venosa profunda (TVP), quando um coágulo bloqueia uma veia profunda da perna e pode levar à embolia pulmonar.

“A dor na perna não é normal e deve ser motivo de preocupação, especialmente quando acompanhada de outros sinais que podem indicar trombose venosa profunda”, afirma a cirurgiã vascular Andréa Klepacz.

Sinais de alerta

Identificar cedo faz diferença no desfecho. Fique atento aos primeiros sinais descritos pela médica:

  • Dor na perna: geralmente na panturrilha ou coxa, com início súbito, sensação de peso, que não melhora com repouso e pode vir com calor local.
  • Inchaço: costuma aparecer em apenas uma das pernas, na panturrilha ou coxa, por obstrução do fluxo sanguíneo.
  • Mudança de cor da pele: área mais avermelhada ou escurecida em comparação com a outra perna.
  • Temperatura mais alta: região afetada fica visivelmente mais quente ao toque.

“Esses sinais não devem ser ignorados. Se você ou alguém próximo apresentar esses sintomas, é essencial procurar assistência médica imediatamente”, reforça Klepacz.

Quem está mais vulnerável

A TVP tem múltiplas causas e não atinge só idosos ou sedentários. “Diferente do que muitos acreditam, a trombose venosa profunda não afeta apenas pessoas idosas ou sedentárias”, diz a especialista.

  • Sedentarismo e imobilidade: longos períodos sentado ou em pé, inclusive em viagens prolongadas.
  • Uso de pílulas anticoncepcionais: as que contêm estrogênio aumentam o risco por alterar a coagulação.
  • Gravidez: mudanças fisiológicas elevam a pressão nas veias e a tendência à coagulação.
  • Histórico familiar: parentes com trombose ou distúrbios de coagulação elevam o risco individual.
  • Obesidade: pressiona as veias das pernas e dificulta o retorno venoso.
  • Lesões e cirurgias: traumas nas pernas e procedimentos, especialmente na pelve e membros, além de repouso prolongado.
  • Idade avançada: veias menos elásticas e mais propensas a obstruções após os 60 anos.
  • Entre jovens: imobilidade temporária (aulas, trabalho, viagens), atividades intensas com risco de lesão e desidratação, uso de hormônios (contraceptivos e fins estéticos), tabagismo, dieta inadequada, ganho de peso e distúrbios hereditários da coagulação.

Como se proteger

“A prevenção da trombose venosa profunda é possível e deve ser uma preocupação para aqueles que se encaixam em grupos de risco”, orienta a médica. Veja estratégias simples e eficazes:

  • Mexa-se com frequência: levante-se e estique as pernas a cada 30 minutos em longos períodos sentado.
  • Exercícios regulares: caminhar, nadar e pedalar melhoram a circulação.
  • Meias de compressão: indicadas para quem tem risco elevado, ajudam o retorno do sangue nas pernas.
  • Hidratação: beber água regularmente, sobretudo no calor e durante exercícios.
  • Não fumar: parar de fumar reduz o risco de trombose e traz múltiplos benefícios à saúde.
  • Acompanhamento médico: essencial para quem usa hormônios ou tem histórico familiar, com orientação e monitoramento adequados.

Se a dor na perna vier com inchaço, calor e alteração de cor, procure atendimento. “O diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem fazer toda a diferença na prevenção de complicações sérias, como a embolia pulmonar e outras condições associadas à trombose”, conclui Klepacz.