Saúde

Novo livro defende saúde sem fórmulas rígidas e com mais presença

Obra da endocrinologista Alessandra Rascovski propõe autocuidado menos rígido, com tecnologia a favor e foco em tempo e constância

Por Redação Brazil Health , 06/12/2025

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Novo livro defende saúde sem fórmulas rígidas e com mais presença

Em meio a métricas, modismos e recomendações que se multiplicam nas redes, a endocrinologista e PhD Alessandra Rascovski lança AtmaSoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor, pela EV Publicações. A obra aposta em um cuidado integrado, que reconecta corpo, mente e rotina real.

O ponto de partida é o excesso de pessoas exaustas, com sono ruim, humor oscilante e sensação de sobrecarga, apesar de tanta informação disponível. O livro propõe recolocar o indivíduo no centro das decisões de saúde, com presença, escuta e consistência.

Autoconhecimento como ponto de partida

Rascovski defende que ninguém cuida do que não reconhece. Em vez de perseguir padrões, o leitor é convidado a mapear forças e fragilidades para traçar um caminho que caiba na própria vida. “Cuidar da saúde não é se corrigir. É se acolher para poder se transformar”, diz a autora.

O conceito que dá nome ao livro une “alma” e “corpo” e reforça que saúde não é soma de partes. A clínica especialista em mente-corpo e neuroplasticidade sustenta que pensamentos, emoções, alimentação, sono e movimento se influenciam o tempo todo.

Nessa visão, cérebro e intestino “conversam”, o sono afeta o humor, a força muscular sustenta a vitalidade e hormônios modulam energia e disposição. “A saúde acontece no encontro: quando corpo, pensamento e afeto caminham na mesma direção”, afirma.

Tecnologia com propósito, sem paranoia

Relógios inteligentes, sensores e aplicativos podem ajudar, mas não devem virar um sistema de vigilância pessoal, alerta a médica. Há diferença entre observar e vigiar, entre monitorar e tentar controlar cada passo do corpo.

Para Rascovski, o excesso de dados vem produzindo ansiedade e microcorreções exaustivas. “Medir mais não significa viver melhor. O que faz diferença é saber quais dados orientam decisões reais”, pontua.

A proposta é usar tecnologia a favor da qualidade de vida, não como ferramenta de cobrança. Indicadores devem servir a escolhas concretas, e não a uma performance interminável.

Tempo, consistência e prazer

Contra a lógica da urgência, o livro rejeita atalhos e promessas de transformação relâmpago. Saúde, aqui, é processo vivo, com avanços, recuos e ajustes contínuos.

Em vez de metas rígidas, valem pequenas decisões sustentáveis, mantidas ao longo dos dias, respeitando contexto, história e fases da vida. Cuidar de si pede continuidade, não velocidade.

O bem-estar futuro nasce de um presente vivido com consciência e prazer. “Não se trata apenas de prolongar os anos de vida, mas de ampliar a qualidade dos dias que temos hoje”, afirma a autora.

Ao leitor comum, a obra oferece um roteiro prático e humano para sair do piloto automático e recuperar a capacidade de escutar o próprio corpo. É um convite a substituir culpa por responsabilidade gentil.

“A vida tem ciclos, e a saúde acompanha esses movimentos. Não existe linha reta, mas uma constância possível”, resume Rascovski. O livro já está disponível no mercado.