Quedas

Chuvas aumentam risco de quedas em idosos: como prevenir fraturas graves

Superfícies molhadas e calçadas irregulares elevam o perigo para quem tem mais de 60 anos

Por Redação Brazil Health , 16/12/2025

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Chuvas aumentam risco de quedas em idosos: como prevenir fraturas graves

Com a volta das chuvas, cresce o número de quedas entre idosos, um problema que pode levar a fraturas graves e perda de autonomia. “O osso é mais frágil nessa fase da vida e a chance de fratura de quadril aumenta. A recuperação costuma ser demorada e pode comprometer a mobilidade e a independência”, afirma o ortopedista e cirurgião de quadril Fábio Elói.

Por que a queda é tão perigosa

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar mostram que, acima de 60 anos, a queda é a segunda causa de morte entre os eventos externos. Um estudo da Fiocruz aponta que, após uma fratura decorrente de queda, a mortalidade em um ano chega a 25,2%, contra 4% entre idosos sem fraturas graves.

As lesões de quadril e fêmur são as mais preocupantes porque frequentemente exigem cirurgia e um período de reabilitação com equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapia para recuperar a marcha e evitar trombose, infecções e perda de massa muscular.

Cirurgia nem sempre é simples

Quando a operação é necessária, o ideal é que aconteça entre 24 e 48 horas após a queda, reduzindo riscos de infecção, trombose, complicações cardíacas e óbito. O procedimento varia conforme a fratura e pode envolver a fixação com placas, parafusos ou hastes, ou a colocação de uma prótese parcial ou total do quadril, indicada nos casos mais complexos.

Depois da cirurgia, a orientação é colocar o paciente para se movimentar o quanto antes. A dor e a limitação de movimentos podem atrasar a fisioterapia, mas o repouso prolongado eleva as chances de pneumonia, trombose e perda de força.

Prevenção que salva independência

Para reduzir o risco dentro e fora de casa, especialistas recomendam medidas simples e eficazes:

  • Instalar corrimãos, usar tapetes antiderrapantes e garantir boa iluminação, inclusive à noite;
  • Fazer avaliação médica regular e tratar osteoporose e fraqueza muscular;
  • Praticar exercícios de equilíbrio e fortalecimento com orientação;
  • Usar calçados fechados, com solado firme e que não escorregue;
  • Redobrar a atenção em pisos molhados, rampas e calçadas irregulares.

“Prevenir a queda é proteger a vida e a autonomia. Pequenas adaptações e hábitos consistentes fazem enorme diferença”, reforça Elói.