Cirurgia Oncológica

Ansiedade em alta: sinais, fobias e tratamentos que funcionam, segundo especialista

Especialista explica como reconhecer os sintomas, quando buscar ajuda e quais terapias podem aliviar e prevenir crises de ansiedade.

Por Redação Brazil Health , 16/11/2025

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Ansiedade em alta: sinais, fobias e tratamentos que funcionam, segundo especialista

Os transtornos de ansiedade formam um conjunto de condições marcadas por medo e angústia intensos e recorrentes. Eles incluem ataques de pânico e diferentes tipos de fobias, e estão descritos no principal manual de referência em saúde mental. Segundo a psicóloga Nathália S. M. de Oliveira, “entre as queixas clínicas mais comuns” estão reações físicas que podem surgir diante de situações estressoras — e até mesmo sem uma causa aparente.

O que observar: sinais que o corpo dá

Os sintomas variam, mas costumam envolver respostas do organismo que atrapalham a rotina. Entre eles:

  • batimentos acelerados e dor no peito
  • tensão muscular e tremores
  • falta de ar e sensação de desmaio
  • náuseas
  • em casos mais intensos, perda involuntária de fezes

Quando esses sinais passam a desabilitar a pessoa — dificultando trabalho, estudos ou vida social — é hora de procurar ajuda. “Um ponto em comum entre essas modalidades de sofrimento é o momento em que o sujeito procura a ajuda de um profissional”, afirma Oliveira.

Fobias: quando a esquiva vira regra

As fobias se manifestam como uma recusa persistente em estar em certos contextos. Na agorafobia, por exemplo, o medo é de multidões, espaços muito abertos ou muito fechados. Na fobia social, o alvo são situações que exigem interação com outras pessoas. Muitas vezes, mesmo reconhecendo que não há perigo real, a pessoa evita a situação. Como descreve a especialista, “É mais forte do que eu”.

Sem tratamento, os quadros tendem a se intensificar. “Esses quadros podem se intensificar se não forem devidamente tratados, de modo a agravar a frequência das crises, aumentar as restrições de circulação do sujeito e reduzir sobremaneira a qualidade de vida”, diz Oliveira, lembrando que podem surgir comorbidades, como a depressão.

Quando buscar ajuda e quais tratamentos existem

Não há uma única causa para a ansiedade. “A etiologia (causa) pode não ser tão simples de ser localizada e, um diagnóstico, bem como a indicação de tratamento do caso, precisa levar em consideração desde fatores orgânicos (como uso ou abstinência de substâncias) até o contexto social e a história de vida do sujeito”, explica a psicóloga. A prevalência também muda conforme idade, gênero e ambiente.

O diagnóstico não é uma sentença. “É importante salientar que o enquadre diagnóstico desses transtornos não constitui uma sentença para a vida toda, mas sim, o retrato limitado de um momento dela”, afirma Oliveira.

Entre as opções de cuidado, a combinação de remédios (quando indicada) com Terapia Cognitivo-Comportamental costuma atender a necessidades imediatas. Abordagens psicodinâmicas, como a psicanálise, podem trazer alívio e, com o tempo, ajudar a desarticular a formação do sintoma, reduzindo a chance de recorrência.

Em resumo, reconhecer os sinais, entender como a ansiedade se apresenta no seu contexto e buscar acompanhamento profissional são passos que fazem diferença na qualidade de vida.