Radioterapia

Bruxismo atinge até 30% dos brasileiros e pode causar dor e desgaste nos dentes

Hábito de apertar ou ranger os dentes pode ocorrer de dia ou durante o sono e, sem diagnóstico, levar a fraturas, dor na mandíbula e cansaço ao acordar.

Por Redação Brazil Health , 25/04/2026

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Bruxismo atinge até 30% dos brasileiros e pode causar dor e desgaste nos dentes

Cerca de 30% dos brasileiros têm algum grau de bruxismo, segundo estimativa atribuída à Organização Mundial da Saúde (OMS). A Associação Israelita Fortunée de Picciotto vem alertando para a conscientização sobre o distúrbio, que é um problema muitas vezes percebido como “normal”, mas que pode trazer consequências importantes para a saúde bucal e para o bem-estar.

O bruxismo é o ato involuntário de apertar ou ranger os dentes. Ele pode acontecer durante o sono, quando a pessoa geralmente não percebe, ou ao longo do dia, em momentos de tensão e concentração.

Por que o bruxismo acontece

A condição é considerada multifatorial e costuma estar ligada a estresse e ansiedade, além de distúrbios do sono e tensões emocionais. Também podem contribuir fatores como alterações no encaixe dentário, predisposição genética e um ritmo de vida mais acelerado.

Nos últimos anos, a combinação de pressões sociais e emocionais tem sido apontada como um dos motivos para o aumento de relatos e diagnósticos do problema, o que reforça a importância de buscar avaliação profissional quando há sinais persistentes.

Impactos no corpo e na rotina

Embora o ranger dos dentes seja, por vezes, tratado como algo inofensivo, a falta de acompanhamento pode levar a danos progressivos. Entre as consequências mais comuns estão desgaste e fraturas dentárias, aumento de sensibilidade, dores de cabeça frequentes, dor ou desconforto na mandíbula e estalos na articulação temporomandibular (ATM).

O bruxismo também pode atrapalhar o sono e contribuir para uma sensação de cansaço ao despertar, afetando diretamente a qualidade de vida.

Crianças também podem ter bruxismo

O problema não se limita aos adultos. Crianças podem apresentar episódios, especialmente em fases de troca e crescimento dos dentes ou em períodos de mudanças emocionais e adaptação escolar. Estudos citados por entidades de saúde indicam que entre 15% e 30% das crianças podem ter bruxismo, com tendência de redução conforme o desenvolvimento.

Mesmo assim, especialistas recomendam avaliação para diferenciar situações transitórias de quadros que exigem acompanhamento, sobretudo quando há dor, alterações no sono ou queixas persistentes.