Odontologia

Frio pode piorar dor crônica no inverno; veja quem sofre mais e como aliviar

Queda de temperatura, menos sol e mudanças no sono e no humor podem aumentar a percepção da dor, especialmente em idosos e mulheres. Especialista da Unicamp explica o que fazer para manter o controle dos sintomas.

Por Redação Brazil Health , 11/06/2026

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Frio pode piorar dor crônica no inverno; veja quem sofre mais e como aliviar

Dores crônicas tendem a se intensificar nos meses mais frios do ano, levando mais pessoas a procurar atendimento em consultórios e clínicas especializadas. A piora é atribuída a um conjunto de fatores, como baixa temperatura, menor exposição à luz solar e redução das atividades cotidianas, o que pode aumentar a rigidez muscular e agravar sintomas associados, como insônia e ansiedade.

O neurocirurgião Marcelo Valadares, responsável pela área de Neurocirurgia Funcional da Unicamp e especialista no tratamento da dor crônica, afirma que o inverno pode aumentar o sofrimento de quem já convive com o problema. Segundo dados do Ministério da Saúde citados pelo médico, 36,9% dos brasileiros com mais de 50 anos relatam dor crônica.

Condições como fibromialgia, artrite e lombalgia costumam ter piora nesse período, com impacto na qualidade de vida, sobretudo entre mulheres, idosos e pessoas de baixa renda. Pacientes com sintomas depressivos, histórico de quedas e internações também podem perceber maior sensibilidade à dor.

“As baixas temperaturas reduzem o fluxo sanguíneo periférico e aumentam a rigidez muscular. Além disso, o frio desencadeia alterações no sono e no humor, favorecendo quadros de insônia, ansiedade e depressão, que estão diretamente ligados à percepção e intensificação da dor”, diz Valadares.

Quem está mais vulnerável

Embora previsões indiquem que parte do país pode ter temperaturas acima da média em alguns momentos, episódios de frio intenso ainda podem ocorrer, especialmente no Sul e no Sudeste. Para o especialista, oscilações bruscas de temperatura, maior umidade e menos luz solar podem contribuir para a piora dos quadros.

“Moradores de cidades de altitude e em áreas urbanas com pouca exposição solar são os mais vulneráveis. Eles devem redobrar os cuidados e manter um acompanhamento médico contínuo para evitar agravamentos”, afirma.

Tratamento não deve ser interrompido

O manejo da dor crônica, segundo o médico, precisa ser mantido no inverno, com ajustes para reduzir desconfortos. Em alguns casos, procedimentos ou rotinas que exigem exposição prolongada ao frio ou ambientes sem climatização podem precisar de adaptação para preservar a adesão ao tratamento.

Entre as estratégias citadas estão o uso de medicamentos moduladores da dor, como antidepressivos tricíclicos, além de fisioterapia e alongamentos para preservar a mobilidade. Atividades físicas supervisionadas, como caminhadas, pilates e hidroterapia, também podem ajudar a controlar os sintomas.

Saúde mental e medidas complementares

O acompanhamento psicológico é apontado como parte importante do cuidado, especialmente para reduzir isolamento social e lidar com alterações de humor e sono, que podem influenciar diretamente a intensidade da dor.

Práticas complementares, como acupuntura, massagens e técnicas de relaxamento, podem ser consideradas como aliadas no plano terapêutico, com potencial de trazer alívio e conforto durante os períodos de baixa temperatura.