Menopausa

Calor piora ondas da menopausa: veja como atravessar o verão com menos incômodo

Queda de estrogênio deixa o “termostato” do corpo mais sensível; especialista dá dicas e explica quando a reposição hormonal é indicada.

Por Redação Brazil Health , 16/12/2025

3 min de leitura

Calor piora ondas da menopausa: veja como atravessar o verão com menos incômodo

Altas temperaturas podem agravar os fogachos da menopausa, além de intensificar suor noturno, irritabilidade e noites mal dormidas. Com a combinação de calor externo e queda de hormônios, o desconforto tende a aumentar, relata a ginecologista Loreta Canivilo.

O estrogênio em baixa deixa o mecanismo de controle de calor do corpo mais instável. Nessa fase, o cérebro reage com mais intensidade a pequenas variações de temperatura, o que torna as ondas de calor mais frequentes e prolongadas.

“A elevação da temperatura no verão atua diretamente sobre o centro regulador de calor no cérebro, que já está mais sensível durante a menopausa. Por isso, os episódios de fogachos podem se tornar mais desconfortáveis”, explica Loreta Canivilo.

Estratégias simples para o dia a dia

Alguns hábitos ajudam a atravessar dias quentes com mais conforto, segundo a especialista:

  • Escolher roupas leves, de algodão ou linho
  • Beber água ao longo do dia
  • Manter atividade física regular
  • Priorizar comida fresca, frutas, verduras e grãos integrais
  • Diminuir cafeína, álcool e alimentos muito apimentados

Essas medidas colaboram para estabilizar a temperatura corporal, melhorar o humor e favorecer o equilíbrio do metabolismo.

“Pequenas mudanças na rotina geram grandes resultados. A alimentação adequada e a hidratação, por exemplo, têm impacto direto na redução das ondas de calor e da irritabilidade”, reforça a médica.

Vale também ventilar os ambientes, usar ventilador ou borrifador de água, preferir banhos mornos e dormir com roupas leves. Camadas de roupa facilitam tirar o excesso de calor quando a onda aparece.

A prática de exercícios ajuda no controle do peso, na qualidade do sono e na saúde dos ossos, pontos que podem piorar nessa fase.

Reposição hormonal: quando considerar

Quando os sintomas comprometem trabalho, sono ou vida sexual, a reposição hormonal pode ser uma alternativa. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por médico, com avaliação de riscos e benefícios.

Os protocolos mais usados combinam estrogênio e progesterona; em situações específicas, pode-se associar testosterona. Existem ainda versões mais recentes de terapia, como a que inclui gestrinona.

“Cada mulher vive a menopausa de maneira única e nem todas as mulheres podem fazer reposição hormonal. Por isso, antes de iniciar qualquer reposição é indispensável realizar uma avaliação completa, levando em conta histórico médico, exames atualizados e necessidades individuais”, orienta Loreta Canivilo.

Segundo a especialista, quando bem indicada e acompanhada, a reposição tende a reduzir os desconfortos, melhorar o sono, aumentar a libido e elevar o bem-estar.

Sinais como palpitações, tonturas persistentes, sangramento vaginal inesperado ou dor no peito exigem avaliação imediata. Para os demais casos, o acompanhamento regular ajuda a ajustar estratégias ao longo do tempo.

O recado é claro: informação e pequenas mudanças de rotina, somadas ao cuidado médico, permitem atravessar o calor com mais tranquilidade.