Má Digestão

Má Digestão: Como Sintomas e Hábitos Podem Impactar Sua Qualidade de Vida

Sintomas como azia, náusea e desconforto abdominal podem afetar o bem-estar e estão ligados a hábitos alimentares, fatores emocionais e saúde do sistema digestivo.

Por Redação Brazil Health , 11/08/2025

3 min de leitura

Má Digestão: Como Sintomas e Hábitos Podem Impactar Sua Qualidade de Vida

Digestão: Como Sintomas e Hábitos Podem Impactar Sua Qualidade de Vida

O desconforto no estômago após a refeição, acompanhado de sensação de peso, queimação ou até náusea, é familiar a muitos brasileiros. Esses sintomas podem indicar a chamada síndrome dispéptica, popularmente conhecida como má digestão, que impacta diretamente a qualidade de vida. O problema é mais comum do que se imagina e pode ter causas variadas — algumas delas merecem atenção especial.

Segundo o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia, é preciso observar sintomas recorrentes e persistentes: “A síndrome dispéptica traz consigo uma série de sinais, como ardor estomacal, arrotos frequentes e sensação precoce de saciedade, que podem atrapalhar o dia a dia e indicar condições mais sérias”.

Entre os sintomas mais comuns, estão:

  • ardor no estômago
  • náusea sem causa aparente
  • arrotos em excesso
  • sensação de estar satisfeito após comer pouco
  • dor ou desconforto na parte superior do abdômen
  • inchaço e sensação de peso abdominal
  • perda de apetite e, às vezes, redução de peso

Nem sempre a má digestão indica apenas um exagero alimentar. De acordo com o Dr. Ernesto, fatores como infecção por Helicobacter pylori, refluxo gastroesofágico e infecções intestinais podem estar por trás do problema. “O uso frequente de anti-inflamatórios, maus hábitos alimentares, consumo de álcool, tabagismo e questões emocionais, como estresse e ansiedade, também são gatilhos que não devem ser ignorados”, acrescenta o médico.

Além disso, o sedentarismo e o excesso de peso são fatores que aumentam o risco e dificultam a recuperação do aparelho digestivo.

O tratamento da síndrome dispéptica é individualizado e depende das causas, explica o especialista. “É importante que o diagnóstico seja feito por um médico, pois a abordagem correta pode envolver mudanças no cardápio, uso de medicamentos para alívio dos sintomas e, em casos específicos, tratamento de infecções”, diz Dr. Ernesto. Entre as estratégias mais recomendadas estão:

  • adotar uma alimentação equilibrada, com menos gorduras e álcool
  • controlar o uso de medicamentos agressivos ao estômago
  • realizar tratamento para infecções, como a H. pylori, quando presente
  • praticar atividades físicas e evitar o tabagismo

No geral, a recomendação do especialista é clara: “Se você está lidando com sintomas persistentes de má digestão, procure auxílio médico para um diagnóstico preciso e para traçar um plano de tratamento personalizado”. Quanto antes a síndrome dispéptica for identificada e tratada, maiores as chances de recuperação e de aproveitar as refeições sem medo.