Endrocrinologia e Metabologia

Mercado de soluções para perda de peso pode chegar a US$ 689 bilhões até 2033

Alta da obesidade e maior atenção à prevenção de doenças puxam a demanda por programas de emagrecimento, dietas e acompanhamento profissional.

Por Redação Brazil Health , 30/03/2026

3 min de leitura

Mercado de soluções para perda de peso pode chegar a US$ 689 bilhões até 2033

O mercado global de soluções voltadas à perda de peso e ao controle da alimentação deve mais do que dobrar na próxima década, segundo estimativas da consultoria Fortune Business Insights. A projeção é que o setor passe de US$ 297,4 bilhões, em 2024, para US$ 689,9 bilhões até 2033, com crescimento médio anual de 9,8%.

O avanço é associado ao aumento do excesso de peso e das doenças relacionadas, como diabetes tipo 2, pressão alta e problemas cardiovasculares, além de uma mudança no comportamento de consumidores que buscam prevenção e melhor qualidade de vida.

Na avaliação do médico Edson Ramuth, fundador de uma rede de clínicas do setor, a obesidade passou a ser tratada de forma mais ampla. “Essa condição deixou de ser vista apenas como uma questão estética e passou a ser associada à gestão da saúde e à longevidade”, afirma.

O que está por trás do crescimento

O relatório citado aponta a expansão de serviços e produtos ligados a programas estruturados de emagrecimento, com orientação profissional e foco em mudança de hábitos. Ramuth afirma que a procura tem se concentrado em abordagens com acompanhamento. “Nesse mercado, cresce a procura por programas estruturados que combinem orientação médica, mudança de hábitos e acompanhamento profissional”, diz.

Brasil segue a tendência

No Brasil, os números ajudam a explicar a demanda crescente. A prevalência de obesidade entre adultos mais que dobrou em menos de duas décadas, saindo de 11,8% em 2006 para cerca de 25,7% em 2024, de acordo com o Vigitel, inquérito do Ministério da Saúde divulgado em 2025.

Com mais pessoas acima do peso, aumenta a busca por reeducação alimentar, acompanhamento profissional e tratamentos voltados à redução de peso, especialmente quando o objetivo é diminuir riscos de doenças e melhorar a disposição no dia a dia.

Para o médico, a discussão tem migrado para o campo da saúde preventiva. “Quando observamos o cenário brasileiro, percebemos que a preocupação com o peso está cada vez mais ligada à qualidade de vida e à prevenção de doenças. O desafio agora é ampliar o acesso à informação e incentivar mudanças de hábitos que possam ser mantidas no longo prazo”, afirma.

Integração com a medicina preventiva

A expectativa do setor é de continuidade do crescimento, impulsionada pela integração entre controle do peso e prevenção de doenças. “Devemos observar uma conexão cada vez maior entre saúde e emagrecimento. O controle do peso passa a ser entendido como parte essencial do cuidado com o corpo e da busca por longevidade”, conclui Ramuth.