Dermatologia

Pressão alta: 5 mitos e verdades que atrapalham o diagnóstico e o tratamento

Com quase 30% dos adultos brasileiros com diagnóstico, a hipertensão segue cercada por dúvidas que podem atrasar a identificação da doença e aumentar o risco de infarto e AVC.

Por Redação Brazil Health , 16/07/2026

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Pressão alta: 5 mitos e verdades que atrapalham o diagnóstico e o tratamento

A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão do sangue nas artérias se mantém elevada de forma persistente, fazendo o coração trabalhar mais para bombear o sangue. O problema é um dos principais fatores associados a infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica, segundo o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

No Brasil, o diagnóstico é frequente. Dados do Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, mostram que a proporção de adultos com hipertensão passou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024.

Para o cardiologista Fábio Argenta, diretor de Relações com os Representantes Regionais do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC, a desinformação ainda atrapalha a prevenção. “É importante deixar claro que a hipertensão não é uma doença exclusiva dos idosos e tem sido cada vez mais observada em adultos mais jovens, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular”, afirma.

Sal importa, mas não resolve sozinho

Um erro comum é acreditar que reduzir o sal no preparo da comida basta para controlar a pressão. O especialista lembra que grande parte do sódio do dia a dia vem de itens industrializados, como embutidos, temperos prontos, macarrão instantâneo e congelados.

Além da alimentação, outros hábitos fazem diferença. “Controlar a pressão também depende de outros hábitos saudáveis para além da alimentação balanceada, como a prática regular de atividade física, sono de qualidade, aferição regular da pressão arterial e check-up médico”, diz Argenta.

Estresse pode contribuir para a pressão subir

Outra dúvida frequente é a relação entre estresse e hipertensão. De acordo com o cardiologista, a sobrecarga emocional prolongada pode favorecer o aumento da pressão arterial e contribuir para o desenvolvimento do problema. “Saúde mental e saúde cardiovascular caminham juntas. Ambientes com pressão constante, excesso de demandas e esgotamento emocional podem impactar diretamente a pressão arterial, especialmente em pessoas com predisposição à hipertensão”, explica.

Doença costuma ser silenciosa e exige acompanhamento

Também é mito que a hipertensão sempre dá sinais. Na maioria dos casos, não há sintomas, e manifestações como dor de cabeça, tontura, visão embaçada e palpitações tendem a aparecer quando a pressão já está muito alta. “Esperar sentir algum sintoma para medir a pressão é um erro. A única forma de identificar a hipertensão precocemente é aferindo a pressão regularmente”, orienta.

Ter familiares hipertensos aumenta o risco e exige mais atenção. “O histórico familiar não determina que a pessoa terá hipertensão, mas indica a necessidade de um cuidado maior com a prevenção e o diagnóstico precoce”, afirma Argenta.

Por fim, especialistas reforçam que a pressão controlada não é motivo para interromper remédios por conta própria. “A hipertensão é uma doença crônica. Qualquer mudança no tratamento deve ser feita apenas com orientação do médico”, conclui.