Cansaço

Cansaço que não passa: quando a fadiga é sinal de alerta e como reagir

Nutricionista aponta sinais, nutrientes-chave e mudanças simples na rotina para recuperar a disposição

Por Redação Brazil Health , 14/11/2025

3 min de leitura

Cansaço que não passa: quando a fadiga é sinal de alerta e como reagir

Sentir-se exausto depois de uma semana puxada é esperado. O alerta acende, porém, quando o cansaço vira rotina, sem razão aparente, e começa a atrapalhar trabalho, estudos e vida social. Para a coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, a fadiga persistente pode indicar desde carências nutricionais até desequilíbrios hormonais e questões emocionais.

“O cansaço deixa de ser pontual quando persiste por mais de duas semanas, não tem causa clara e vem com sinais como falta de motivação, irritabilidade, palidez, tontura, queda de cabelo ou mudanças no sono e no apetite”, afirma.

Sinais que pedem investigação

Se a fadiga foge do padrão e não melhora com descanso, vale procurar avaliação médica e nutricional para checar anemia, distúrbios da tireoide, estresse crônico e deficiências de micronutrientes. “Identificar o motivo é essencial para tratar a origem do problema, e não apenas mascarar os sintomas”, diz Bassi.

Nutrientes que fazem falta

De acordo com a especialista, ferro, vitamina B12, vitamina D, magnésio e folato (B9) estão entre os campeões de deficiência relacionados à fadiga. Eles participam da produção de energia e do bom funcionamento do sistema nervoso e muscular. “Quando esses nutrientes estão em baixa, o corpo literalmente fica sem combustível”, explica.

O que colocar no prato

Ajustes simples ajudam a recuperar o pique. Bassi recomenda incluir proteínas magras ao longo do dia, como ovos, frango e leguminosas, para manter a saciedade e a energia estáveis. Também orienta priorizar carboidratos integrais — a exemplo de aveia, batata-doce e arroz integral — para evitar picos e quedas de açúcar no sangue.

Outro cuidado é reforçar o ferro de carnes vermelhas e folhas verde-escuras, combinado a fontes de vitamina C, que facilitam a absorção do mineral. Castanhas, sementes e peixes gordurosos contribuem com magnésio e ômega-3, aliados da disposição física e mental.

Hábitos desregulados podem atrapalhar. Pular refeições, exagerar no açúcar, na cafeína e em ultraprocessados favorece um “sobe e desce” de energia. “Esses produtos até dão um impulso rápido, mas a queda é brusca e piora a sensação de cansaço”, alerta a nutricionista.

Além da alimentação, sono de qualidade, hidratação e manejo do estresse são pilares para virar o jogo. Rotina de horários, pausas ao longo do dia e atividade física regular potencializam os resultados.

Se o cansaço persiste e interfere na produtividade ou no humor, procure orientação profissional. Exames simples podem apontar carências e direcionar o tratamento, evitando que um problema corrigível se arraste por meses.

“Fadiga não é frescura. Quando foge do normal, merece investigação e um plano de cuidado equilibrado”, conclui Bassi.