Canetas Emagrecedoras

Canetas Emagrecedoras Não Substituem Mudança de Hábitos, Alertam Especialistas

Nutricionista explica que medicamento ajuda a reduzir apetite, mas dieta equilibrada e acompanhamento profissional são fundamentais para resultados duradouros

Por Redação Brazil Health , 20/09/2025

3 min de leitura

Canetas Emagrecedoras Não Substituem Mudança de Hábitos, Alertam Especialistas

As chamadas “canetas emagrecedoras” tornaram-se a nova sensação entre quem busca perder peso rapidamente. No entanto, especialistas advertem: confiar apenas nos medicamentos pode trazer riscos à saúde e não garante um emagrecimento sustentável. Segundo a nutricionista Alice Paiva, que atua na área de reeducação alimentar, o uso das canetas ajuda no controle do apetite, mas não substitui uma alimentação equilibrada nem a necessidade de mudar hábitos.

“A medicação regula a saciedade, mas não ensina a pessoa a escolher melhor os alimentos ou preservar a saúde a longo prazo”, afirma Alice. Ela explica que, para preservar a massa muscular e evitar a queda do metabolismo durante o emagrecimento, é fundamental consumir proteínas em todas as refeições. “Apenas 20 a 25 g de proteína por refeição já podem reduzir significativamente a perda de músculo”, diz.

Riscos do uso inadequado

Entre os principais riscos de utilizar a caneta sem acompanhamento adequado estão:

  • deficiências nutricionais
  • perda acentuada de massa magra
  • queda de metabolismo
  • flacidez
  • alterações intestinais e queda de cabelo
  • baixa energia

De acordo com Alice, “a falta de nutrientes como magnésio e zinco pode diminuir a força muscular e prejudicar o metabolismo energético”. Ela recomenda o consumo variado de legumes e cereais integrais, fatores que também ajudam a aumentar a saciedade e controlar a glicemia.

Hábitos saudáveis: aliados do tratamento

A nutricionista destaca que o sucesso do tratamento depende de ajustes nos hábitos diários: comer devagar, mastigar bem e privilegiar alimentos ricos em fibras, como aveia e legumes, aumentam o efeito prolongado da saciedade. “Comer devagar e mastigar bem aumenta a liberação de hormônios da saciedade, efeito que o remédio sozinho não substitui”, pontua Alice.

Ela observa que muitos pacientes chegam ao consultório frustrados após usarem a caneta sem o suporte nutricional, enfrentando cansaço ou dificuldade em manter o peso perdido. Para casos de obesidade, resistência insulínica ou compulsão alimentar, ela reforça que o melhor caminho é a abordagem multidisciplinar, incluindo médicos e nutricionistas.

“O médico avalia a indicação do medicamento. Já o nutricionista ajusta a alimentação, previne deficiências e preserva a massa magra. Quando combinamos forças, é possível reduzir em até 50% o risco de voltar a ganhar peso”, explica a especialista.

Por fim, Alice Paiva lembra que as canetas devem ser vistas apenas como ferramentas temporárias. “O atalho pode até funcionar no começo, mas o peso perdido volta se não houver mudança real de hábitos. Pequenas mudanças diárias fazem mais diferença do que qualquer dieta radical”, conclui.