Ansiedade e Depressão

Gravidade dos Sintomas de Autismo Eleva Risco de Ansiedade e Depressão Entre Mães

Estudo nacional revela os desafios emocionais enfrentados pelas mães e indica fatores que ampliam o risco de adoecimento mental

Por Redação Brazil Health , 21/10/2025

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Gravidade dos Sintomas de Autismo Eleva Risco de Ansiedade e Depressão Entre Mães

Um levantamento brasileiro inédito mostrou que mães de crianças com autismo enfrentam taxas elevadas de ansiedade e depressão, especialmente quando seus filhos apresentam sintomas mais graves do transtorno. O estudo, coordenado por pesquisadores da Afya Centro Universitário de Montes Claros, ouviu quase 2 mil mães e destacou como o impacto emocional do Transtorno do Espectro Autista (TEA) vai além da rotina de cuidados.

Peso emocional e rotina intensa

Os dados indicaram que 35,8% das mães relataram ansiedade e depressão em conjunto, sendo as mais afetadas aquelas solteiras, desempregadas e com renda familiar baixa. A gravidade dos comportamentos autísticos dos filhos se mostrou o principal fator de risco para o sofrimento mental das mães, independentemente da idade da criança. Além disso, 17,7% das mulheres relataram baixa qualidade de vida.

Mães com dois ou mais filhos com autismo, sem emprego formal ou com recursos financeiros limitados, enfrentam desafios ainda maiores. Por outro lado, aquelas com escolaridade elevada, idade acima de 45 anos ou renda superior a cinco salários mínimos apresentaram maior preparo para enfrentar as dificuldades do dia a dia.

Rede de apoio é fundamental

Para o Dr. Marcelo Perim Baldo, coordenador do estudo, é urgente integrar o cuidado à saúde mental das mães ao tratamento das famílias com crianças autistas. “O sofrimento emocional das mães é um reflexo das demandas diárias intensas e da falta de apoio. É preciso ampliar a rede de atenção para priorizar a saúde mental de toda a família”, defende o especialista.

O autismo é uma condição de desenvolvimento neurológico que altera a forma como a pessoa percebe o mundo, se comunica e interage socialmente. Além disso, é comum que crianças com o transtorno apresentem comportamentos repetitivos, gostos bem específicos e diferença na sensibilidade a sons, luzes e outros estímulos.

O estudo reforça a importância de acolher não apenas as crianças, mas também o núcleo familiar, sobretudo quem está à frente dos cuidados. Buscar apoio psicológico, inclusão em grupos de mães e acesso a serviços especializados pode reduzir o impacto emocional e contribuir para o bem-estar de todos.