Pneumologia

Terror Noturno: Entenda o Distúrbio do Sono que Assusta Crianças e Preocupa os Pais

Por Dra. Erika Cristine Treptow , 30/05/2025

3 min de leitura

Terror Noturno: Entenda o Distúrbio do Sono que Assusta Crianças e Preocupa os Pais

O terror noturno é um tipo de parassonia, um distúrbio do sono caracterizado por comportamentos anormais durante o período em que estamos dormindo. Esse distúrbio ocorre no sono NREM (Non-Rapid Eye Movement), que predomina na primeira metade da noite. É chamado de distúrbio do despertar, pois acontece em períodos de transição entre o sono e a vigília. Outros distúrbios do despertar são o sonambulismo e o despertar confusional.

Manifestações do terror noturno

O terror noturno se manifesta como um despertar súbito e dramático do sono, frequentemente acompanhado de gritos e choro intenso. A pessoa senta-se na cama com expressão facial de medo ou terror. A duração é curta, de poucos minutos, mas o episódio pode ser desesperador para quem o presencia.

Podem ocorrer manifestações autonômicas, como taquicardia, aumento da frequência respiratória, rubor na pele e dilatação das pupilas.

Por ser um despertar parcial, muitas vezes o indivíduo não é responsivo durante o evento e, normalmente, não se recorda do que aconteceu no dia seguinte.

Fatores desencadeantes e causas

A etiologia do terror noturno não está bem estabelecida, embora pareça haver um componente genético, com maior ocorrência em famílias onde outros membros também apresentam distúrbios do despertar, como o sonambulismo.

Diversos fatores podem desencadear o terror noturno, especialmente estressores. Privação de sono, horários de sono irregulares e redução das horas de sono recomendadas para a idade estão entre os principais fatores.

Além disso, situações de medo, estresse e ansiedade podem contribuir para a ocorrência dos episódios. Diante do terror noturno, é importante investigar possíveis estressores que a criança possa não ter manifestado claramente.

Outros fatores, como febre, infecções, distúrbios respiratórios, transtornos do sono e dor crônica, também podem desencadear episódios.

Faixa etária, riscos e necessidade de acompanhamento

O terror noturno é mais frequente em crianças, especialmente entre 3 e 7 anos. Embora raro, também pode ocorrer em adultos.

É importante buscar ajuda especializada quando:

  • Os episódios se tornam frequentes (mais de uma vez por semana)
  • Há risco de lesão durante os episódios
  • Existe impacto significativo na vida da criança ou dos cuidadores

De modo geral, o terror noturno é autolimitado e tende a desaparecer com o passar dos anos, sem deixar consequências.

Entretanto, é fundamental considerar que outras condições podem se manifestar de forma semelhante, como epilepsia, narcolepsia, distúrbios do movimento e pesadelos. Nestes casos, a avaliação de um profissional habilitado é essencial para o diagnóstico correto e a definição do tratamento adequado.