Volta às aulas

Volta às Aulas: Como Proteger as Crianças das Doenças Respiratórias do Inverno

A combinação de doenças respiratórias durante o inverno pode prejudicar o rendimento escolar infantil e exige atenção dos pais a sinais de alerta e hábitos saudáveis.

Por Redação Brazil Health , 02/08/2025

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Volta às Aulas: Como Proteger as Crianças das Doenças Respiratórias do Inverno

Rinite, sinusite e viroses formam o “combo de inverno” e podem comprometer o desempenho escolar das crianças

O retorno às aulas no segundo semestre traz uma preocupação extra para pais e professores: o aumento das doenças respiratórias. Segundo o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, a combinação entre salas fechadas, ar seco e contato intenso entre as crianças favorece o crescimento de casos de rinite, sinusite e viroses — um cenário que ele chama de “combo de inverno”.

“O desafio está na semelhança dos sintomas, que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento ideal”, explica o especialista. A gripe costuma causar febre, dores no corpo e mal-estar, enquanto a rinite se manifesta com espirros, coriza clara e coceira no nariz e nos olhos, mas sem febre. Já a sinusite pode surgir como complicação, com dor de cabeça, secreção espessa e sensação de pressão facial. “Nem toda secreção nasal precisa de antibiótico. Mas se a febre durar mais de três dias ou houver dor facial e secreção purulenta, é hora de procurar o médico”, alerta.

Sono, ambiente escolar e crises alérgicas

A rotina alterada durante as férias também influencia a saúde. “Privação de sono e respiração bucal durante a noite levam à fadiga diurna, falta de concentração e até alterações comportamentais. O ronco constante, especialmente com pausas na respiração, precisa ser investigado”, orienta Dr. Bruno.

Além disso, ambientes fechados, carpetes, cortinas e uniformes guardados por muito tempo são gatilhos comuns para crises alérgicas. O médico recomenda manter os espaços limpos e ventilados, além do uso correto de medicamentos prescritos.

Cuidados simples fazem diferença

Para reduzir os riscos, o especialista sugere:

  • reforçar a hidratação
  • usar umidificadores com moderação
  • realizar lavagem nasal com soro fisiológico
  • evitar exposição a fumaça ou ar-condicionado muito frio

Sinais de alerta

Febre prolongada, ronco persistente, secreção nasal espessa por mais de dez dias, dor de ouvido e perda auditiva temporária são sinais de atenção. “O tratamento correto e precoce evita complicações e ajuda a criança a retomar a rotina escolar com saúde e segurança”, conclui o médico.