Veias

Doença das veias nas pernas atinge 1 em 3 brasileiros e pode virar ferida

Condição comum, muitas vezes confundida com estética, pode causar dor, inchaço e feridas; médica explica sinais, riscos e tratamentos

Por Redação Brazil Health , 01/01/2026

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Doença das veias nas pernas atinge 1 em 3 brasileiros e pode virar ferida

A insuficiência venosa crônica atinge milhões de brasileiros e exige atenção. “É uma das doenças vasculares mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das menos valorizadas pelos pacientes”, diz a cirurgiã vascular Andréa Klepacz. Estima-se que mais de 35% da população apresente algum grau do problema, que compromete a circulação nas pernas.

O mecanismo é simples de entender: as válvulas das veias deveriam empurrar o sangue de volta ao coração. Quando falham, surge o refluxo venoso e o sangue se acumula nos membros inferiores. Resultado: sensação de peso, dor, cansaço e mudanças na pele. “Quando não funcionam adequadamente, ocorre o refluxo venoso: o sangue se acumula nos membros inferiores”, explica a médica.

Sinais de alerta e quem tem mais risco

Não é “só varize”. “Muitos associam a insuficiência venosa apenas às varizes, mas a doença é mais complexa”, afirma Klepacz. Entre os sinais mais frequentes estão inchaço no fim do dia, queimação, cansaço nas pernas, escurecimento da pele e vasos aparentes. Em fases avançadas, o quadro pode piorar: “Em estágios avançados, podem surgir úlceras venosas, feridas crônicas de difícil cicatrização que comprometem a qualidade de vida.”

  • Fatores de risco: idade, obesidade, sedentarismo, múltiplas gestações e histórico familiar
  • Profissões vulneráveis: quem passa muito tempo em pé ou sentado, como professores, vendedores, cabeleireiros e motoristas

O diagnóstico é feito no consultório e pode ser confirmado por exame de imagem. “O diagnóstico é clínico e pode ser complementado por exames de imagem, como o ultrassom Doppler venoso”, diz a especialista. A partir daí, define-se o estágio da doença e a melhor estratégia de tratamento.

Tratamento: do cuidado diário às técnicas minimamente invasivas

“O tratamento da insuficiência venosa crônica depende do estágio da doença.” Em casos leves, mudanças simples no dia a dia já ajudam muito. “Medidas simples já trazem grande benefício: praticar atividade física regular, controlar o peso corporal, elevar as pernas ao final do dia e usar meias de compressão elástica ajudam a melhorar a circulação e reduzir os sintomas.”

Quando há varizes mais evidentes, procedimentos como escleroterapia (injeções que fecham os vasinhos) e técnicas minimamente invasivas — laser ou radiofrequência — tratam as veias doentes com recuperação rápida e bom resultado estético.

Nos casos graves, especialmente com feridas, o cuidado é multidisciplinar: curativos adequados, acompanhamento vascular contínuo e prevenção de novas lesões. “A insuficiência venosa crônica pode parecer, a princípio, um problema estético, mas é muito mais do que isso”, alerta Klepacz. Para ela, “buscar atendimento precoce e adotar medidas de prevenção são os passos mais importantes para garantir pernas saudáveis e qualidade de vida”.