Vacinação

SUS inicia vacinação contra VSR para gestantes; objetivo é proteger bebês

Ministério da Saúde distribui 1,8 milhão de doses; aplicação começa na 28ª semana de gestação para proteger recém-nascidos de bronquiolite e pneumonia no pico de circulação do vírus.

Por Redação Brazil Health , 16/01/2026

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SUS inicia vacinação contra VSR para gestantes; objetivo é proteger bebês

O Ministério da Saúde começou a distribuir em todo o país a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), incluída no Sistema Único de Saúde. A imunização será ofertada a gestantes a partir da 28ª semana, com a estratégia de proteger os bebês já nos primeiros meses de vida, fase de maior vulnerabilidade a bronquiolite e pneumonia.

A pasta orienta que a campanha tenha início em dezembro para garantir a proteção antes do outono e do inverno, períodos de maior circulação do VSR. Ao todo, 1,8 milhão de doses foram adquiridas para a rede pública.

Em 2025, o país registrou até novembro mais de 43 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 35 mil em crianças menores de 2 anos, segundo dados oficiais. O VSR responde por 60% a 80% dos episódios de bronquiolite e por cerca de metade das internações por pneumonia nessa faixa etária.

Quem será vacinado no SUS

O público-alvo prioritário nesta etapa são gestantes – a partir da 28ª semana de gestação – para transferência de anticorpos pela placenta e proteção do recém-nascido. “Em gestantes, a vacinação promove a produção de anticorpos que são transferidos para o bebê pela placenta, conferindo proteção logo nos primeiros meses de vida”, explica a pediatra Thatyana Turassa.

Para recém-nascidos cujas mães não foram vacinadas, há a possibilidade de uso de anticorpo monoclonal de dose única na rede privada, opção citada por especialistas para o período de maior circulação do vírus.

Sintomas e quando buscar atendimento

Em bebês e crianças pequenas, o quadro costuma começar como um resfriado, com coriza, tosse leve e febre baixa. A gravidade aumenta quando há inflamação dos bronquíolos, com sinais de alerta como respiração acelerada, chiado, dificuldade para mamar e sonolência. “Os sinais de alerta incluem respiração acelerada, chiado no peito, dificuldade para mamar e sonolência. Em casos graves, pode haver cianose e pausas respiratórias”, afirma Turassa.

Em adultos e idosos, os sintomas tendem a ser leves, mas pessoas acima de 60 anos ou com doenças crônicas podem evoluir para pneumonia e insuficiência respiratória, com falta de ar e fadiga, segundo a médica. Em bebês menores de 1 ano com piora respiratória ou dificuldade de alimentar-se, a avaliação deve ser imediata – o pico de gravidade costuma ocorrer entre o 3º e o 5º dia da doença. Idosos e pessoas com comorbidades devem procurar atendimento se houver falta de ar, chiado intenso, confusão mental ou febre persistente. “Na dúvida, a avaliação médica é sempre o caminho mais seguro”, reforça a pediatra.

Impacto esperado na rede de saúde

Ao prevenir casos graves, a imunização tende a reduzir a necessidade de oxigenoterapia, internações e uso de leitos de UTI no período de sazonalidade do VSR, aliviando a pressão sobre o sistema público. “Proteger bebês, gestantes e idosos significa reduzir o impacto do VSR na saúde pública”, conclui Turassa.