Vacinação

Dia Nacional da Vacinação Reforça Importância da Imunização para a Saúde dos Idosos

Com novo alerta no Dia Nacional da Vacinação, especialistas explicam por que manter as vacinas em dia é ainda mais importante após os 60 anos

Por Redação Brazil Health , 18/10/2025

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Dia Nacional da Vacinação Reforça Importância da Imunização para a Saúde dos Idosos

O Dia Nacional da Vacinação, comemorado em 17 de outubro, acende um alerta importante para famílias e idosos em todo o país. Manter a caderneta de vacinas atualizada depois dos 60 anos não é apenas uma medida de prevenção: é uma das formas mais eficazes de garantir qualidade de vida durante o envelhecimento, reduzindo riscos de complicações graves de doenças comuns.

Envelhecimento e maior vulnerabilidade

Com o passar dos anos, o corpo passa por um processo natural chamado de enfraquecimento do sistema de defesa. Isso deixa os idosos mais propensos a infecções como gripe, pneumonia e covid-19, doenças que podem evoluir para quadros graves ou até fatais. Segundo o geriatra Roni Mukamal, da MedSênior, “a vacinação é um dos maiores avanços da ciência e pode salvar vidas, sobretudo entre os mais velhos, que ainda enfrentam muito preconceito e desinformação sobre o tema”.

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que mais de 87% das mortes por covid-19 ocorreram em pessoas acima dos 65 anos. Já informações do Instituto Butantan apontam que 70% das internações por gripe atingem pessoas com mais de 60 anos. “Doenças como gripe, pneumonia e tétano são ainda mais perigosas nessa faixa etária, mesmo com vacinas disponíveis”, destaca Mukamal.

Adesão abaixo do esperado preocupa

Apesar dos riscos, a vacinação da pessoa idosa ainda enfrenta desafios no Brasil. O Programa Nacional de Imunizações mantém um calendário exclusivo para esse público, com vacinas contra gripe, hepatite B, tétano, pneumonia e covid-19, mas a adesão continua longe do ideal. Em 2025, a meta do Ministério da Saúde era imunizar pelo menos 90% desse grupo, mas a cobertura ficou em menos da metade.

O geriatra alerta: “Entre as vacinas mais negligenciadas está a da gripe. Existe o mito de que ela causa a própria doença, o que já foi totalmente descartado pela ciência”. Pesquisas internacionais mostram que ter gripe pode aumentar em até seis vezes o risco de infarto em idosos, além de piorar doenças como diabetes e pressão alta.

Benefícios que vão além da prevenção

Tomar as vacinas recomendadas reduz hospitalizações, diminui mortalidade e evita sobrecarga no sistema de saúde. O boletim InfoGripe, da Fiocruz, destaca que a gripe foi a principal causa de óbitos por doenças respiratórias entre idosos em 2024. “As vacinas previnem doenças que podem levar à perda de mobilidade, quedas, longas internações e até à dependência”, explica Mukamal.

Novas vacinas, como a contra herpes zoster, já estão disponíveis na rede privada e agregam proteção contra problemas que podem ser muito dolorosos na terceira idade. Para ampliar a cobertura, especialistas recomendam um esforço conjunto entre medicina pública e privada, além de campanhas educativas para desmistificar vacinas e engajar mais pessoas com 60 anos ou mais.

Cumprir o calendário vacinal é mais do que um ato individual: é um compromisso coletivo com a saúde da família e da população, ainda mais em um país que terá 30% de idosos até 2050, segundo o IBGE. “A vacinação de idosos é fundamental para preservar qualidade de vida e autonomia. É uma escolha que beneficia todos à nossa volta”, reforça o médico.