Tumores Ginecológicos

Vacina Contra HPV e Exame de DNA-HPV Podem Evitar 45% dos Tumores Ginecológicos no Brasil

Iniciativas do SUS ampliam prevenção e rastreamento do câncer do colo do útero, principal neoplasia entre mulheres brasileiras.

Por Redação Brazil Health , 07/09/2025

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Vacina Contra HPV e Exame de DNA-HPV Podem Evitar 45% dos Tumores Ginecológicos no Brasil

Dados recentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) revelam um avanço significativo no combate ao câncer de colo do útero, doença responsável por 45% dos tumores ginecológicos no mundo. No Brasil, a doença é a mais frequente entre as neoplasias do sistema reprodutor feminino e pode ser prevenida, principalmente por meio da vacinação contra o HPV e do novo exame de DNA-HPV, ambos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo levantamento baseado em números da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC/OMS), dos 1,4 milhão de tumores ginecológicos mundiais, 662 mil afetam o colo do útero. Em solo brasileiro, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, em 2025, 17.010 mulheres receberão esse diagnóstico — número significativamente superior aos casos previstos de câncer de endométrio e ovário.

Os especialistas apontam que a prevenção é possível e já está a caminho de se intensificar. O país recentemente elevou a cobertura vacinal contra HPV para 82% no grupo de meninas de 9 a 14 anos, índice muito acima da média global de 12%. Para Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da SBCO, “a maior proteção ocorre na população vacinada antes do início da vida sexual, reduzindo drasticamente o risco futuro de câncer”.

Outra ferramenta importante é a implantação do exame de DNA-HPV no SUS, que já chegou a 12 estados e ao Distrito Federal. Esse exame identifica a presença dos principais tipos do papilomavírus humano (HPV) no colo do útero antes do surgimento de alterações celulares, promovendo um rastreamento mais eficiente que o tradicional Papanicolau.

Além de mais sensível, o exame permite intervalos maiores entre as coletas, otimizando recursos e favorecendo o acesso. “O principal benefício é a redução de resultados inconclusivos, o que permite passar o intervalo entre exames de três para cinco anos”, esclarece o cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, vice-presidente da SBCO.

O câncer de colo do útero, quando diagnosticado precocemente, apresenta cura em mais de 90% dos casos. O tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, mas os especialistas reforçam que intervenções menos agressivas são possíveis com diagnóstico precoce.

  • câncer de colo do útero representa quase metade dos tumores ginecológicos no mundo
  • no Brasil, 17 mil novos casos anuais são previstos em 2025
  • vacina contra HPV atinge 82% das meninas de 9 a 14 anos no país
  • novo exame de DNA-HPV já está disponível em parte da rede pública

Para a SBCO, a ampliação dessas ferramentas no SUS pode mudar o panorama da saúde feminina no país: “Estamos diante de uma doença que pode ser eliminada. Vacinação e rastreamento são as chaves para isso”, conclui Pinheiro.