Trombose

Trombose Silenciosa Exige Atenção e Diagnóstico Precoce Para Evitar Embolia Pulmonar

Apesar de indicar poucos sintomas, a trombose pode trazer riscos graves à saúde e exige atenção, especialmente em quem está internado ou tem outros fatores de risco.

Por Redação Brazil Health , 21/10/2025

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Trombose Silenciosa Exige Atenção e Diagnóstico Precoce Para Evitar Embolia Pulmonar

A trombose silenciosa é uma ameaça perigosa porque costuma evoluir sem apresentar sintomas claros, dificultando o diagnóstico até que complicações graves ocorram, como a embolia pulmonar. O quadro preocupa especialistas, já que muitos pacientes só descobrem a doença quando o estado de saúde já inspira cuidados.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Marcone Lima Sobreira, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo, o risco é maior para pessoas internadas, seja por doenças ou após cirurgias. “Uma trombose sem sinais aparentes depende muito da causa de base. Muitas vezes, o primeiro sintoma pode ser uma embolia pulmonar, que é uma complicação grave”, alerta o médico.

Sinais de alerta e diagnóstico

A trombose costuma afetar principalmente as veias das pernas, mas também pode surgir nos braços, cérebro, intestino ou rins. Identificar inchaços incomuns é fundamental: “Se uma perna ficar mais inchada do que a outra, é preciso procurar um médico. Esse pode ser o primeiro indício de uma trombose venosa profunda”, orienta Dr. Marcone.

O exame mais indicado atualmente para o diagnóstico é o ultrassom vascular com Doppler, um método não invasivo, seguro e de alta precisão. “É indolor, pode ser repetido sempre que necessário e esclarece a grande maioria dos casos”, afirma o especialista. Exames mais complexos, como tomografia, só são recomendados em situações específicas, como suspeita de embolia pulmonar ou trombose em regiões abdominais. Utilizar aparelhos sofisticados sem necessidade pode causar ansiedade e gastos desnecessários.

Prevenção e cuidados diários

Para quem não apresenta sintomas, não há recomendação de fazer exames preventivos rotineiramente, nem mesmo se houver histórico familiar da doença. “Ter parentes que tiveram trombose não é, por si só, motivo para exames preventivos. A investigação deve ser feita caso surjam sintomas ou indicação médica”, esclarece o médico.

A melhor estratégia segue sendo a prevenção, especialmente em pacientes internados, gestantes ou pessoas que passarão por cirurgias. Medidas como uso de anticoagulantes, movimentação das pernas e caminhada são fundamentais. Dr. Marcone reforça: “Prevenir é sempre melhor que remediar. Hidratação adequada, atividade física e atenção ao corpo ajudam a reduzir o risco. O tratamento é eficaz, mas evitar que a trombose apareça é ainda mais importante”.