Síndrome de Tourette

Síndrome de Tourette: 7 Dicas Práticas para Apoiar Pessoas com Tiques Involuntários

A compreensão e o apoio no convívio diário ajudam a diminuir o preconceito e melhoram a qualidade de vida das pessoas com Síndrome de Tourette.

Por Redação Brazil Health , 23/08/2025

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Síndrome de Tourette: 7 Dicas Práticas para Apoiar Pessoas com Tiques Involuntários

Caracterizada por tiques motores e vocais involuntários, a Síndrome de Tourette (ST) afeta milhares de brasileiros — são cerca de 150 mil novos casos diagnosticados anualmente, de acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein. Apesar da crescente visibilidade trazida por figuras como Billie Eilish e Lewis Capaldi, ainda existem muitos tabus e preconceitos em torno da condição.

Segundo a neuropsicóloga Martha Valeria Medina Rivera, da NeuronUP, o caminho para melhorar a qualidade de vida de quem enfrenta a síndrome começa pela normalização dos sintomas e pela validação emocional. “Promover a autoaceitação é diminuir a culpa e reforçar uma imagem positiva, que não se resuma ao transtorno. Isso só é possível quando as mensagens de apoio vêm acompanhadas de validação constante, reconhecendo esforços e dificuldades”, afirma a especialista.

Os sintomas característicos — desde movimentos bruscos até sons ou palavras involuntárias — costumam gerar desconforto social e podem ser erroneamente interpretados como falta de educação, principalmente em ambientes escolares. Martha ressalta que educar familiares, amigos e colegas sobre a natureza involuntária dos tiques é o primeiro passo para combater o estigma e a exclusão.

  • reaja com naturalidade durante as crises: não faça comentários, não ria ou repreenda
  • informe quem convive com o paciente, especialmente em ambientes escolares, sobre a síndrome
  • ofereça escuta e acolhimento, evitando julgamentos e criando espaços seguros
  • respeite o espaço pessoal, só oferecendo gestos de carinho com permissão
  • fale sobre o assunto apenas se a pessoa se sentir confortável para conversar
  • ajude a regular o estresse com técnicas simples, como respiração profunda ou mindfulness
  • apoie o acesso ao tratamento com profissionais especializados e recursos adequados

Estratégias personalizadas também fazem diferença. Ferramentas de neurorreabilitação, como as oferecidas pela NeuronUP, auxiliam no controle dos sintomas ao trabalharem funções cognitivas de forma adaptada às necessidades individuais.

“Ambientes lotados ou situações de estresse podem intensificar os tiques. Por isso, recomenda-se incluir práticas como meditação ou atividades relaxantes no cotidiano”, orienta Martha. Pequenos gestos de apoio, respeito e compreensão, aliados a tratamento multidisciplinar, podem transformar o dia a dia, promovendo mais autonomia e autoestima para quem convive com a Síndrome de Tourette.