Setembro Vermelho: Como Prevenir os Principais Fatores de Risco das Doenças do Coração
Especialistas destacam a importância de hábitos saudáveis para evitar a principal causa de morte no Brasil.
Por Redação Brazil Health , 21/09/2025
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As doenças cardiovasculares lideram o ranking das causas de morte no Brasil, superando o câncer e a violência, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Elas são responsáveis por cerca de 400 mil óbitos anuais, muitos dos quais poderiam ser evitados com prevenção e atenção a fatores de risco, alerta o cardiologista Luís Henrique Gowdak, do Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP).
“Grande parte dessas mortes poderia ser evitada com o diagnóstico precoce, mudanças no estilo de vida e tratamento dos fatores de risco”, destaca o especialista. Em setembro, mês de conscientização sobre a saúde do coração, o alerta se torna ainda mais relevante.
Uma das principais causas dos problemas cardíacos é a aterosclerose, provocada pelo acúmulo de colesterol ruim (LDL) nas artérias. “Quando essas placas de gordura se rompem, podem formar coágulos e bloquear o fluxo sanguíneo, levando ao infarto”, explica Gowdak. Ele recomenda examinar regularmente os níveis de colesterol, especialmente o LDL, que deve ser mantido abaixo de 130 mg/dL para pessoas de baixo risco, 100 mg/dL para risco intermediário e 50 mg/dL para quem já sofreu evento cardiovascular.
A hipertensão arterial, também silenciosa, pode prejudicar não só o coração, mas rins e cérebro. “A pressão alta está ligada ao envelhecimento, genética, excesso de peso e estresse”, afirma o cardiologista. Mudanças de hábitos e, quando necessário, uso de medicamentos, são fundamentais para o controle.
Outro fator relevante é o diabetes tipo 2: até 80% dos pacientes com a doença morrem por causas cardíacas, segundo a International Diabetes Federation.
A adoção de atividades físicas é uma das principais estratégias para prevenir complicações. “Mesmo pacientes que já tiveram um infarto podem praticar exercícios, desde que com acompanhamento profissional”, orienta Gowdak. Os benefícios incluem:
- melhora na capacidade dos músculos de absorver oxigênio
- redução da frequência cardíaca e pressão arterial
- aumento do colesterol bom (HDL)
- controle do estresse
A alimentação também influencia diretamente nos riscos. Deve-se evitar excesso de gorduras saturadas e trans, doces e alimentos ultra processados. Por outro lado, fibras ajudam no controle do colesterol ruim, enquanto o abuso de sal favorece a pressão alta. Comer bem auxilia na prevenção do sobrepeso, da obesidade e de outras doenças associadas.
Fumar agrava o risco de problemas cardíacos. O cigarro contém toxinas que prejudicam vasos sanguíneos e facilitam o desenvolvimento de doenças arteriais. Além disso, o estresse pode sobrecarregar o coração, alerta Gowdak: “É importante reconhecer e aprender a controlar o estresse para evitar danos maiores”.
Com medidas simples — alimentação equilibrada, acompanhamento médico, atividade física regular e afastamento de hábitos prejudiciais — é possível proteger o organismo e reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares.