Saúde

Carnaval com saúde: SBCO orienta sobre sexo seguro, vacinas, sol e dengue

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica reúne recomendações para reduzir riscos em meio a aglomerações, calor intenso e viagens

Por Redação Brazil Health , 30/01/2026

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Carnaval com saúde: SBCO orienta sobre sexo seguro, vacinas, sol e dengue

Com a aproximação do Carnaval e a previsão do Ministério do Turismo de mais de 53 milhões de foliões em 2025, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) divulgou orientações para curtir a festa sem descuidar da saúde. O foco é prevenir infecções sexualmente transmissíveis, desidratação, câncer de pele e arboviroses, além de reforçar a atualização do calendário vacinal.

Segundo o cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes, presidente da SBCO, períodos de relaxamento social podem levar ao abandono de cuidados básicos e ampliar a exposição a vírus. “Essa exposição pode aumentar o risco de várias doenças, inclusive o câncer. O principal vírus é o HPV, que tem uma prevalência muito grande e pode causar o câncer de colo de útero, assim como cânceres de cabeça e pescoço, ânus e pênis”, afirma.

Vacinas, testagem e sexo seguro

A entidade recomenda checar se as vacinas estão em dia, especialmente contra HPV, gripe, Covid-19 e hepatites A e B. A imunização está disponível no SUS – Sistema Único de Saúde – conforme faixa etária e grupos de risco. No caso do HPV, a vacina é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, com ampliação para públicos específicos.

Para mulheres entre 25 e 64 anos, o rastreamento do câncer do colo do útero deve incluir o exame citopatológico (Papanicolau) e, progressivamente, o teste molecular de HPV, que identifica tipos de alto risco antes do surgimento de lesões. O INCA projeta mais de 17 mil novos casos da doença em 2025 no país.

A SBCO defende que a prevenção das ISTs combine preservativo, testagem periódica e, quando indicado, uso de estratégias farmacológicas. “Vale lembrar que ‘sexo seguro’ não está associado apenas ao uso de preservativos, mas também a outras medidas preventivas, como a testagem, que permite identificar a infecção precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes, garantindo qualidade de vida e reduzindo a transmissão”, diz Fernandes.

A PrEP, tomada por quem não tem HIV e está em maior risco, e a PEP, indicada após exposição de alto risco, estão disponíveis no SUS. A PEP deve ser iniciada idealmente nas primeiras 72 horas e mantida por 28 dias, conforme orientação médica.

Sol forte, hidratação e alimentação

Longas horas ao ar livre exigem proteção solar e pausas na sombra. O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, com estimativa anual superior a 220 mil casos de não melanoma e cerca de 9 mil de melanoma, segundo o INCA. “O câncer de pele é multifatorial, mas o principal vilão é o excesso de sol sem proteção. Por isso, use protetor solar, aplicando várias vezes ao longo do dia, busque sombra sempre que possível”, orienta o presidente da SBCO.

Para enfrentar o calor, a recomendação é beber água regularmente e priorizar alimentos leves, frutas e sucos naturais, o que ajuda a manter a energia e o corpo funcionando bem durante os desfiles e os blocos.

Dengue e outras arboviroses

O verão e as chuvas favorecem o Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. O uso de repelente – especialmente durante o dia –, telas em portas e janelas e a eliminação de água parada reduzem o risco de picadas. Em viagens, vale redobrar a atenção com criadouros e optar por roupas que cubram mais a pele quando possível.

Para a SBCO, informação e prevenção são aliadas para que a folia seja segura antes, durante e depois da festa. A mensagem é simples: atualizar vacinas, praticar sexo seguro, proteger a pele, hidratar-se e evitar criadouros do mosquito fazem diferença no bloco e no retorno para casa.