Saúde Ginecológica

Cinco Fatos Importantes Sobre a Saúde Ginecológica e Como Prevenir o Câncer Feminino

Campanha destaca a importância da prevenção, vacinação e exames regulares para reduzir o risco dos cânceres ginecológicos e promover mais saúde e qualidade de vida às mulheres.

Por Redação Brazil Health , 13/09/2025

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Cinco Fatos Importantes Sobre a Saúde Ginecológica e Como Prevenir o Câncer Feminino

Mês de conscientização destaca prevenção, exames e cuidados fundamentais para a saúde do sistema reprodutivo da mulher.

Setembro marca a campanha de alerta para o câncer ginecológico, doença que ainda ameaça milhares de brasileiras todos os anos. Tumores que atingem útero, ovário, colo do útero, vulva e vagina juntos impactam de forma significativa a saúde feminina, exigindo atenção para medidas de prevenção e diagnóstico precoce.

Segundo a Dra. Adriana Campaner, ginecologista e obstetra, mais de 340 mil mulheres morrem anualmente vítimas do câncer do colo do útero no mundo, patologia fortemente relacionada ao papilomavírus humano (HPV). “É o quarto câncer mais comum entre mulheres”, destaca a especialista, reforçando a importância de campanhas de informação.

A principal forma de evitar tumores ginecológicos como o do colo do útero é a vacinação. “A vacina nonavalente cobre os principais tipos de HPV relacionados a cerca de 90% dos casos de câncer cervical e outras neoplasias”, explica a Dra. Ligia Pierrotti, infectologista. A imunização é indicada preferencialmente dos 9 aos 12 anos, mas pode ser realizada até os 45, potencializando a proteção quando aliada a exames regulares.

Check-ups devem fazer parte da rotina em todas as fases da vida, inclusive nos primeiros anos após o início da vida sexual. “Exames como papanicolau e ultrassom das mamas identificam alterações precoces e ajudam a reduzir a mortalidade”, orienta a Dra. Andrea Sales, ginecologista. A mamografia, por sua vez, é recomendada a partir dos 40 anos, enquanto mulheres na pós-menopausa devem redobrar a atenção para sintomas como sangramento e dores abdominais.

Os avanços em métodos de diagnóstico, como a ressonância magnética e ultrassonografias de alta definição, ampliam as chances de detectar lesões ou tumores em fase inicial, quando as possibilidades de tratamento são maiores. Mulheres com histórico familiar ou portadoras de mutações genéticas, como BRCA1/BRCA2, requerem vigilância diferenciada, com exames periódicos e acompanhamento especializado.

Adotar hábitos saudáveis é crucial para diminuir o risco de doenças ginecológicas. O tabagismo potencializa o câncer do colo do útero, sobretudo entre mulheres infectadas pelo HPV, enquanto a obesidade eleva a incidência de tumores no endométrio. “Priorizar alimentação equilibrada, atividade física e controle do peso são medidas preventivas importantes”, reforça a Dra. Ligia.

  • sangramento fora do período menstrual deve ser investigado
  • dor abdominal sem causa aparente pode indicar alterações no aparelho reprodutivo
  • mudanças nos hábitos intestinais ou urinários podem ser sinal de alerta

“A informação é a principal arma contra os cânceres ginecológicos. Sintomas não devem ser ignorados. Procurar o ginecologista ao notar qualquer alteração pode salvar vidas”, conclui a Dra. Andrea Sales. O diagnóstico precoce, combinado à vacinação e bons hábitos, oferece à mulher novas perspectivas de saúde e qualidade de vida.