Rins

Calor aumenta risco de pedras nos rins; veja sinais e como prevenir

Atendimentos crescem no verão; entenda como o calor favorece pedras nos rins, os sinais de alerta e os desafios de acesso ao tratamento no SUS

Por Redação Brazil Health , 02/02/2026

3 min de leitura

Calor aumenta risco de pedras nos rins; veja sinais e como prevenir

As altas temperaturas elevam o risco de formação de pedras nos rins – problema que pode provocar dor intensa e complicações. Segundo o urologista Antonio Corrêa Lopes Neto, da Sociedade Brasileira de Urologia em São Paulo, a litíase urinária tende a crescer no verão e requer diagnóstico e tratamento rápidos.

Estimativas globais indicam que 10% a 15% da população terá o problema ao longo da vida. No Brasil, especialistas relatam aumento de casos e de recorrência – cerca de metade dos pacientes volta a formar cálculos. A doença ainda é mais comum em homens, mas o avanço entre mulheres tem sido associado a mudanças no estilo de vida, como ganho de peso e dieta rica em sal e proteínas.

Por que o verão agrava o problema

O calor facilita a desidratação, deixando a urina mais concentrada e propensa ao acúmulo de cristais que formam as pedras. Levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, apontou até 30% mais atendimentos no verão – sobretudo em regiões mais quentes. No Brasil, janeiro e fevereiro exigem atenção redobrada.

Revisões recentes também sugerem crescimento da incidência na América Latina nas últimas décadas, com o Brasil entre os países com maiores taxas. A falta de notificação compulsória, porém, dificulta medir com precisão a evolução dos casos.

Sinais de alerta e quando buscar ajuda

Pedras que permanecem nos rins podem não causar sintomas e ser identificadas em exames de rotina. Ao migrarem para os ureteres – canais que levam a urina dos rins à bexiga – costumam provocar obstrução e a chamada cólica renal, um quadro doloroso que requer atendimento imediato.

Procure ajuda médica diante de sinais como:

  • Dor intensa nas costas ou no lado do abdômen, podendo irradiar para a virilha
  • Sangue na urina
  • Náuseas e vômitos
  • Febre e calafrios, que podem indicar infecção
  • Ardor ao urinar ou urgência para urinar

Como reduzir o risco

Medidas simples ajudam a prevenir a formação de cálculos, especialmente no calor:

  • Beber água ao longo do dia até manter a urina clara
  • Diminuir o consumo de sal, bebidas alcoólicas e excesso de proteínas
  • Manter peso adequado e tratar a obesidade

Tratamento e desafios no SUS

Procedimentos minimamente invasivos por endourologia – com uso de endoscópios e laser – têm bons resultados para remover cálculos e preservar a função renal, com recuperação mais rápida. O custo dos equipamentos e da tecnologia, porém, limita o acesso em muitos serviços públicos.

Para Lopes Neto, ampliar a disponibilidade desses métodos no SUS é estratégico para reduzir internações prolongadas e complicações, além de aliviar filas. O especialista reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento para evitar perda de função renal.

No verão e fora dele, a orientação é clara: manter hidratação adequada, adotar hábitos saudáveis e procurar avaliação médica ao primeiro sinal de dor forte ou infecção. Quem já teve cálculo deve seguir acompanhamento para reduzir o risco de novas crises.