Reposição Hormonal

Reposição Hormonal: Quando Começar e Quais Cuidados Tomar, Segundo Especialista

Ondas de calor, insônia e irritabilidade podem indicar a hora de reequilibrar os hormônios. Ginecologista explica quando iniciar a reposição e os cuidados essenciais.

Por Redação Brazil Health , 23/10/2025

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Reposição Hormonal: Quando Começar e Quais Cuidados Tomar, Segundo Especialista

Calorão, noites mal dormidas, irritação e queda da libido são queixas comuns na transição para a menopausa e muitas vezes sinalizam que é hora de reavaliar o equilíbrio hormonal. Segundo a ginecologista e obstetra Camila Martin Massutani, o momento de iniciar a terapia depende menos da idade e mais do impacto dos sintomas na rotina.

Sinais de que é hora de avaliar

“Terapia hormonal não é automática após a última menstruação; o ponto de partida é ouvir a paciente e medir o quanto os sintomas comprometem sua qualidade de vida”, afirma a especialista. A reposição pode começar ainda na fase de transição, quando os ciclos ficam irregulares e o estrogênio oscila com mais intensidade.

Nessa janela, além de aliviar desconfortos, há potencial de proteção da saúde óssea, cardiovascular e cognitiva, desde que o acompanhamento seja individualizado. “Quando reconhecemos o início dessa fase, conseguimos intervir de forma mais assertiva e segura”, diz Massutani.

Avaliação individual é essencial

Antes de qualquer prescrição, a médica reforça a importância de uma investigação detalhada do histórico pessoal e familiar. Devem ser considerados fatores como risco de trombose, câncer de mama, doenças do fígado e cardiovasculares.

“Cada mulher tem um histórico e um metabolismo próprios. O que faz bem para uma pode não ser indicado para outra”, ressalta a ginecologista. Ela alerta que a automedicação é arriscada, mas, quando bem indicada, a reposição ajuda a preservar vitalidade, sono, desejo sexual e equilíbrio emocional.

Decisão compartilhada e hábitos que ajudam

Mais do que uma receita, o início da terapia deve ser uma decisão compartilhada entre médica e paciente. “É fundamental entender benefícios, possíveis efeitos e alternativas. O diálogo contínuo e o acompanhamento regular garantem um tratamento mais seguro e eficaz”, afirma.

O cuidado hormonal integra um olhar amplo sobre a saúde feminina, que inclui alimentação balanceada, atividade física e controle do estresse. “Envelhecer não precisa significar perder qualidade de vida. Há recursos para atravessar essa etapa com bem-estar e confiança”, conclui Massutani.

Especialistas lembram que existem opções hormonais e não hormonais, por via oral, transdérmica e vaginal, a serem discutidas caso a caso. Se os sintomas estiverem atrapalhando o dia a dia, procure um ginecologista para avaliar a melhor estratégia de tratamento.