Remédios Caseiros

Remédios Caseiros: Mitos, Verdades e Cuidados no Uso de Chás e Receitas Populares

Chás, compressas e receitas antigas costumam ser a primeira opção em muitos lares, mas nem sempre são eficazes ou seguros.

Por Redação Brazil Health , 16/10/2025

3 min de leitura

Remédios Caseiros: Mitos, Verdades e Cuidados no Uso de Chás e Receitas Populares

O costume de recorrer a remédios caseiros diante de sintomas leves é parte da cultura dos brasileiros, mas pouca gente sabe o que realmente funciona e o que pode ser perigoso para a saúde. Dados do Datafolha mostram que dois em cada três brasileiros apostam na automedicação e em receitas populares antes de procurar um médico.

Segundo o Dr. Thiago Piccirilo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, “é importante entender que muitas dessas práticas não têm o respaldo da ciência e, em alguns casos, podem esconder ou agravar doenças”. O médico esclarece os principais mitos e verdades sobre receitas caseiras comuns no Brasil.

O que funciona – e o que não faz sentido

  • Chá de maracujá só relaxa se for feito das folhas. “O suco da fruta não provoca sono, o efeito calmante está em substâncias presentes nas folhas, usadas em chás e fitoterápicos”, explica o especialista.
  • Chás para emagrecer não dão resultado isolado. Hibisco, chá verde e sene são populares, mas não promovem perda de peso por conta própria e ainda podem prejudicar fígado e rins se usados em excesso.
  • Plantas calmantes como camomila e erva-doce podem reduzir leve tensão. O efeito é discreto e não substitui tratamento médico para ansiedade ou distúrbios do sono.
  • Mel com limão não cura gripe. Pode aliviar a garganta, mas não ataca o vírus. “O risco é atrasar o diagnóstico em caso de sintomas graves”, alerta o Dr. Thiago.
  • Gargarejo com água morna e sal pode ajudar em dores leves. Alivia o desconforto, mas não serve para infecções mais sérias.
  • Chá de boldo não limpa o fígado. A planta ajuda na digestão, mas não é capaz de “desintoxicar” o órgão nem corrigir maus hábitos.
  • Compressa quente nem sempre é indicada. Pode melhorar tensão muscular, mas piorar inflamações recentes. “Saber a causa da dor é fundamental”, pontua o médico.
  • Chás para dormir têm resultado limitado. Valeriana, melissa e folhas de maracujá ajudam a relaxar, mas não resolvem insônia crônica.

O alerta: riscos e busca por orientação profissional

O uso de chás, receitas caseiras e práticas naturais pode ser complementar no dia a dia. Porém, substituir avaliação médica por automedicação pode tornar quadros simples em problemas graves. “É essencial procurar atendimento se os sintomas persistirem ou piorarem”, orienta o especialista.

Receitas populares podem aliviar desconfortos leves, mas não substituem o acompanhamento profissional para diagnóstico e tratamento corretos. Em caso de dúvidas, sinais de alerta ou uso contínuo de qualquer substância, o mais seguro é buscar orientação médica.