Relação com Dor

Dor na Relação Sexual Tem Solução: Entenda as Causas Urológicas e Rompa o Silêncio

Especialistas alertam: a dispareunia afeta muitas mulheres, mas tem tratamento. Conheça causas urológicas e quando buscar ajuda.

Por Redação Brazil Health , 02/09/2025

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Dor na Relação Sexual Tem Solução: Entenda as Causas Urológicas e Rompa o Silêncio

Milhares de mulheres brasileiras convivem com dores durante a relação sexual, um tema que ainda carrega tabus e silêncio. Para muitas, o desconforto é visto como algo “psicológico” ou até entendido como parte natural da passagem do tempo. Mas, segundo especialistas, esse sofrimento está longe de ser normal e pode comprometer de forma significativa a saúde física e emocional.

O urologista Alexandre Sallum Bull, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), esclarece: “A dispareunia é a dor persistente ou recorrente durante a penetração sexual e pode acontecer na entrada da vagina, durante o ato ou mesmo após a relação. O problema tem múltiplas causas, mas as origens urológicas frequentemente passam despercebidas, o que atrasa o diagnóstico e perpetua o sofrimento feminino.”

Causas urológicas que exigem atenção

  • infecção urinária recorrente: pode provocar ardência e sensibilidade durante ou após o sexo, levando o corpo a associar dor ao prazer e criando bloqueios físicos e emocionais;
  • atrofia urogenital: comum após os 40 anos ou na menopausa, a queda hormonal causa ressecamento da mucosa vaginal e uretral, gerando maior desconforto e microlesões;
  • cistite intersticial: inflamação crônica da bexiga que provoca dor pélvica intensa, urgência urinária e desconforto prolongado.

“Essas causas muitas vezes não são percebidas de imediato, e podem afetar muito a qualidade de vida. Não são apenas questões ginecológicas ou psicológicas: a dor ao sexo merece investigação multidisciplinar”, reforça o Dr. Bull.

Quando procurar ajuda especializada

Sintomas persistentes, dores que interferem na vida sexual e emocional ou que retornam frequentemente são sinais para buscar avaliação profissional. O urologista pode — e deve — ser incluído na equipe de investigação, junto ao ginecologista e outros especialistas.

O diagnóstico é feito com uma análise detalhada dos sintomas, exames clínicos e laboratoriais que ajudam a identificar alterações no trato urinário, infecções, inflamações crônicas ou desequilíbrios hormonais.

O tratamento vai depender da origem do problema, incluindo antibióticos para infecções mal resolvidas, terapia hormonal local, fisioterapia pélvica e medicamentos para controle de inflamação e dor. Mais importante, destaca o Dr. Bull, é resgatar a confiança no próprio corpo e o direito ao prazer. “A dor não precisa ser companheira de ninguém. Romper o ciclo do silêncio é o primeiro passo para a cura”, conclui.