Cirurgia de Mão

Terapia com luz ganha espaço para aliviar dor e reduzir inflamação

Técnica usa luz vermelha e infravermelha para estimular as células, acelerar a recuperação e modular a inflamação, sem calor ou procedimentos invasivos.

Por Redação Brazil Health , 04/04/2026

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Terapia com luz ganha espaço para aliviar dor e reduzir inflamação

A fotobiomodulação utiliza luz vermelha e infravermelha e tem ganhado espaço como opção para o manejo da dor e da inflamação. Sem envolver medicamentos ou intervenções invasivas, a técnica atua no nível celular e contribui para a recuperação dos tecidos.

De acordo com a Profa. Dra. Lara Motta, a base do método está na interação da luz com estruturas internas das células, especialmente as mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia. Ao absorver determinados comprimentos de onda, essas estruturas aumentam a produção de ATP, o que favorece processos de reparo e manutenção do equilíbrio celular.

Além do efeito energético, a técnica também influencia mecanismos químicos envolvidos na resposta inflamatória. A fotobiomodulação atua na modulação de mediadores inflamatórios e contribui para um ambiente mais favorável à regeneração, sem causar aquecimento ou dano aos tecidos.

A inflamação é uma resposta natural do organismo, mas, quando persistente, pode estar associada à dor crônica e ao desgaste de músculos e articulações. Nesse contexto, a terapia com luz pode auxiliar na regulação desse processo, reduzindo sinais inflamatórios e favorecendo a recuperação funcional.

No controle da dor, os efeitos vão além da inflamação. A técnica pode influenciar a condução dos nervos periféricos, reduzir a sensibilidade à dor e melhorar a oxigenação dos tecidos. Esses fatores ajudam a explicar sua aplicação em dores musculares, articulares, lesões esportivas e quadros crônicos.

Os resultados, no entanto, dependem de parâmetros específicos, como comprimento de onda, intensidade da luz, tempo de aplicação e frequência das sessões. Protocolos inadequados podem limitar os efeitos terapêuticos, o que reforça a importância de indicação e acompanhamento profissional.

A Profa. Dra. Lara Motta destaca que a fotobiomodulação não substitui tratamentos convencionais quando eles são necessários, mas pode atuar como complemento. Quando bem indicada, contribui para potencializar os resultados e reduzir a necessidade de intervenções mais agressivas.

Com o avanço das pesquisas, a técnica vem ampliando seu espaço na prática clínica, especialmente em abordagens que buscam atuar diretamente nos mecanismos biológicos da dor e da inflamação.