Perimenopausa

Perimenopausa: Sintomas Podem Começar até 14 Anos Antes da Menopausa e Impactar a Vida

Fase pode durar até 14 anos antes da menopausa e desafia médicos, mulheres e ambiente de trabalho; especialista aponta sintomas, impacto no cotidiano e novas possibilidades de tratamento.

Por Redação Brazil Health , 23/09/2025

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Perimenopausa: Sintomas Podem Começar até 14 Anos Antes da Menopausa e Impactar a Vida

Apesar de natural, a perimenopausa ainda é uma etapa pouco reconhecida da vida feminina. Antecedendo a menopausa, pode ter início a partir dos 40 anos, mesmo quando exames apontam resultados normais e o ciclo menstrual ainda ocorre regularmente. “Muitos sintomas aparecem anos antes da última menstruação, e acabam sendo tratados individualmente, sem que se correlacione com a perimenopausa”, alerta a ginecologista Dra. Ana Maria Passos.

A especialista explica que a perimenopausa pode durar de 8 a 14 anos e envolve desde alterações emocionais – como ansiedade, insônia e mudanças na libido – até sintomas físicos, como intensificação da TPM, dores nas mamas e cefaleia. “O diagnóstico frequentemente é difícil porque a mulher mantém exames normais e ciclo regular por vários anos”, ressalta. Reconhecer essa fase é essencial para evitar tratamentos equivocados, tais como uso de medicamentos para ansiedade ou antidepressivos, quando a origem é hormonal.

Os reflexos da perimenopausa vão além da saúde. Fadiga, dificuldade de concentração, problemas de memória e a chamada “névoa mental” podem reduzir a produtividade e impactar diretamente a vida profissional das mulheres. “Funções antes simples passam a ser desafiadoras, o que pode levar à insegurança no trabalho ou até mesmo à perda de oportunidades financeiras”, afirma Dra. Ana Maria Passos. Ela ainda destaca a importância do diálogo e acolhimento nesse período: “Ter compreensão no ambiente familiar e profissional faz toda a diferença para atravessar esse momento com mais leveza”.

Segundo a médica, o diagnóstico é essencialmente clínico – exames complementares servem para avaliar a saúde geral, mas o reconhecimento dos sintomas e de sua relação com o ciclo feminino exige acompanhamento por um ginecologista experiente nesse tema. Com o avanço da medicina, os tratamentos se tornaram mais seguros e personalizados: “Hoje, hormônios bioidênticos são utilizados com menor risco, principalmente através de gel ou adesivo, seguros inclusive para mulheres com tendência à trombose”, detalha.

  • alimentação anti-inflamatória e prática regular de atividade física são fundamentais
  • suplementos como vitamina D, complexo B, ômega 3, coenzima Q10 e creatina auxiliam no alívio dos sintomas
  • monitoramento e cuidado com a tireoide e saúde metabólica são recomendados

Ao combinar tratamento hormonal individualizado, ajustes nutricionais e suporte emocional, a mulher pode manter sua qualidade de vida e seguir ativa nos diversos campos da vida. “A informação é a principal aliada. Reconhecendo os sintomas, é possível garantir assistência adequada e prevenir prejuízos duradouros”, conclui Dra. Ana Maria Passos.