Cirurgia Geral

Surto de influenza eleva casos de gripe e SRAG em crianças e preocupa pediatras

Com vários vírus respiratórios circulando ao mesmo tempo, especialistas alertam para maior risco em bebês e crianças com doenças crônicas e reforçam o papel da vacinação em evitar quadros graves.

Por Redação Brazil Health , 05/06/2026

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Surto de influenza eleva casos de gripe e SRAG em crianças e preocupa pediatras

O aumento recente de casos de influenza e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil tem ampliado a procura por atendimento pediátrico, especialmente entre crianças pequenas. Dados do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam crescimento das infecções respiratórias no país, em um cenário de maior pressão sobre serviços de saúde.

Segundo relatos de pediatras, a gripe tem aparecido com frequência em consultórios e prontos-socorros, com sintomas como febre alta, tosse e prostração, além de complicações respiratórias em parte dos pacientes. O quadro tem sido observado em São Paulo e em outras regiões.

Vírus respiratórios em circulação simultânea

Para a pediatra Anna Domingues Bohn, o momento exige atenção porque a influenza não está circulando sozinha. “Estamos observando um aumento significativo de casos de gripe, especialmente em crianças, com a presença de diferentes vírus circulando ao mesmo tempo. Durante um surto, com alta circulação viral, a chance de exposição aumenta muito, o que favorece a disseminação da influenza”, afirma.

A médica avalia que essa sobreposição de vírus tende a elevar o número de crianças doentes ao mesmo tempo, o que contribui para a alta de atendimentos e para a preocupação das famílias, principalmente quando os sintomas respiratórios pioram em pouco tempo.

Quem tem maior risco de complicações

De acordo com a especialista, alguns grupos devem ser monitorados com mais cuidado, como recém-nascidos, bebês menores de seis meses e crianças com doenças crônicas ou comorbidades. “A influenza não é uma gripe simples para todos os pacientes. Em crianças pequenas e grupos mais vulneráveis, ela pode evoluir com complicações importantes, levando inclusive à internação”, alerta.

Vacina não elimina todo risco, mas reduz gravidade

Outra dúvida comum, segundo Bohn, é a interpretação de que a vacina “falha” quando a criança vacinada adoece. “O principal objetivo da vacina da influenza não é impedir totalmente a infecção, mas reduzir o risco de quadros graves, hospitalizações e óbitos. Em períodos de surto, quando há grande circulação viral, mesmo pessoas vacinadas podem entrar em contato com uma carga maior do vírus e desenvolver a doença”, explica.

Com a intensificação da circulação viral, pediatras orientam pais e responsáveis a observar sinais de piora do quadro respiratório e a buscar avaliação médica quando necessário, sobretudo nos grupos mais vulneráveis.