Paternidade Ativa É Essencial para o Desenvolvimento Saudável e Feliz das Crianças
Pai participativo fortalece vínculos afetivos, melhora autoestima infantil e previne problemas emocionais no futuro.
Por Redação Brazil Health , 15/08/2025
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O papel dos pais vai muito além do sustento financeiro: o envolvimento afetivo e o compromisso com a rotina dos filhos impactam diretamente o desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. É o que defende o psicólogo parental Filipe Colombini, em um momento em que o debate sobre paternidade ativa ganha força durante o mês dos pais.
Segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um pai participativo não se limita a prover recursos, mas compartilha responsabilidades do cuidado diário, se envolve nas atividades do lar e constrói uma relação baseada no afeto e na presença real. “Os pequenos esperam que seus pais estabeleçam regras e as apliquem, mas também que lhes proporcionem uma sensação de segurança, tanto física quanto emocional”, afirma Colombini. “Quando estes são afetuosos e solidários, isso impacta significativamente o desenvolvimento cognitivo e social da criança, além de inspirar uma sensação geral de bem-estar e autoconfiança”, complementa.
Estudos indicam que a participação do pai está ligada a melhores índices de autoestima, desempenho escolar e habilidades sociais. “Pais presentes contribuem para que filhos se tornem adultos mais seguros e saudáveis emocionalmente”, destaca o especialista.
Em contrapartida, a ausência paterna pode trazer consequências duradouras. Crianças que crescem com pais distantes enfrentam maiores riscos de ansiedade, dificuldades de relacionamento e comportamentos agressivos. A qualidade da presença também é fator importante. “Não adianta estar em casa, mas ser ausente do ponto de vista emocional. Ser um pai presente significa escutar, brincar, participar da rotina e demonstrar interesse genuíno pela criança”, orienta Colombini.
Mudanças nos arranjos familiares e a crescente participação dos homens nos cuidados com os filhos já mostram avanços, mas desafios culturais permanecem. Muitos ainda caminham para superar referências antigas, marcadas pela ausência emocional ou por papéis rígidos. “Muitos cresceram sem referências de uma figura paterna afetuosa e, por isso, podem ter dificuldade em assumir esse papel com consciência”, comenta Colombini, acrescentando que essas competências podem ser aprendidas em qualquer fase da vida.
“Ser pai vai muito além do DNA. É sobre a construção diária de vínculos que deixam marcas para toda a vida”, conclui o psicólogo.