Outubro Rosa

Cirurgião Esclarece Mitos Sobre Próteses de Silicone e Câncer de Mama no Outubro Rosa

Médico aponta que próteses não aumentam o risco da doença e esclarece avanços na cirurgia reconstrutora.

Por Redação Brazil Health , 02/10/2025

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Cirurgião Esclarece Mitos Sobre Próteses de Silicone e Câncer de Mama no Outubro Rosa

Com a chegada do Outubro Rosa, crescem as dúvidas sobre os riscos do uso de próteses de silicone e as possibilidades de reconstrução após o câncer de mama. Embora a preocupação seja frequente, o cirurgião plástico Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), afirma que o risco de quem tem silicone desenvolver câncer de mama é até menor em relação à média populacional.

“Os implantes de silicone não aumentam o risco de câncer de mama. Antes da cirurgia, sempre avaliamos as mamas por exames como mamografia e ultrassom, o que inclusive contribui para diagnósticos precoces”, afirma o Dr. Luiz Haroldo, que soma mais de 40 anos de experiência no campo.

Segundo o cirurgião, graças aos avanços na detecção precoce, é possível preservar boa parte da mama na maioria dos casos. “Atualmente, cerca de 95% das pacientes podem passar pela quadrantectomia, retirando apenas a região afetada. A remoção total da mama ficou para trás”, explica. Ele alerta, porém, que a extensão da cirurgia depende do estágio da doença, mas destaca que muitas mulheres já saem da sala de cirurgia com a mama reconstruída.

“Em geral, fazemos a reconstrução na mesma cirurgia em que o tumor é removido. Se a retirada de tecido for grande, usamos um expansor de pele, mas há muitos casos em que a prótese já pode ser colocada, devolvendo rapidamente a autoestima à paciente”, diz o especialista.

Outro temor frequente é em relação à realização de exames, como a mamografia, por mulheres com próteses. O médico destaca que a segurança foi ampliada com as novas tecnologias. “Com implantes modernos, o risco de rompimento é mínimo. Hoje temos mamografia digital e ressonância magnética, que não causam trauma à região”, esclarece. Ele reforça a necessidade de manter os exames de rotina em dia, independentemente do uso de silicone.

Em caso de diagnóstico de câncer de mama em mulheres com próteses, a retirada do implante e a reconstrução podem ser feitas no mesmo procedimento, salvo situações muito específicas. “Em geral, só não se faz a reconstrução imediatamente em quadros muito graves. Depois, a paciente pode colocar o silicone de novo se desejar”, completa Dr. Luiz Haroldo.

No mês da conscientização sobre o câncer de mama, a principal mensagem segue sendo o cuidado contínuo: manter os exames de rotina em dia e procurar ajuda médica diante de qualquer alteração nas mamas.