Medicina Intensiva

Frio pode aumentar dores nas articulações de cães e gatos; veja como aliviar

Rigidez ao levantar, menos vontade de brincar e recusa em subir escadas podem piorar no inverno, sobretudo em pets idosos ou com problemas ortopédicos.

Por Redação Brazil Health , 13/06/2026

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Frio pode aumentar dores nas articulações de cães e gatos; veja como aliviar

Com a queda da temperatura, muitos cães e gatos ficam mais quietos e passam mais tempo deitados. Em alguns casos, porém, essa mudança vai além do comportamento típico do inverno e pode sinalizar aumento de dor e rigidez nas articulações, especialmente em animais idosos ou com doenças ortopédicas prévias.

A médica-veterinária Mayara Andrade afirma que o fenômeno é semelhante ao observado em humanos. “Assim como as pessoas costumam sentir mais dores nas articulações em dias frios, os pets também podem apresentar aumento de sensibilidade e rigidez”, diz. Segundo ela, o frio tende a piorar quadros crônicos, como artrite e artrose.

O alerta é maior para animais com condições como artrose, artrite, displasia de quadril ou de cotovelo e alterações na coluna. Nesses casos, o desconforto pode se traduzir em dificuldade para levantar, caminhada mais lenta, resistência para subir escadas e queda no interesse por passeios e brincadeiras.

“É importante observar essas mudanças de perto e conversar com o médico-veterinário que acompanha o pet, para que ele possa orientar os cuidados mais adequados para cada situação”, orienta Andrade.

Quem tende a sofrer mais no inverno

Embora o frio afete cães e gatos de forma geral, alguns grupos costumam ter mais impacto. A veterinária aponta que animais de grande porte podem ter predisposição genética a problemas como displasia coxofemoral e de cotovelo, enquanto os de pequeno porte podem desenvolver alterações em articulações e luxações ao longo da vida.

Ela ressalta que fatores como idade, peso e tipo de atividade física também influenciam diretamente a saúde articular. “A genética influencia, mas não é o único fator. Idade, peso corporal e impacto/tipo de atividade física também têm um papel importante”, afirma.

Cuidados em casa para reduzir o desconforto

Medidas simples podem ajudar a atravessar o período frio com mais conforto. Um dos pontos principais é evitar que o animal fique em contato direto com superfícies geladas. “O ideal é oferecer camas, mantas ou qualquer tipo de proteção que isole o frio do piso”, diz Andrade.

Ela também recomenda manter alguma rotina de movimento, com adaptações. “O movimento ajuda a preservar a mobilidade e a reduzir a rigidez articular. Mesmo no inverno, é importante estimular exercícios leves e regulares, respeitando sempre os limites do animal”, afirma.

Peso e acompanhamento veterinário fazem diferença

O controle do peso é outro fator importante, porque a gordura corporal aumenta a sobrecarga sobre as articulações e pode acelerar processos degenerativos. “Manter o peso adequado reduz a pressão sobre as articulações e contribui para a prevenção de problemas”, diz.

Por fim, a especialista reforça que o inverno pode ser um bom momento para atualizar avaliações e ajustar a rotina. “Mudanças de comportamento devem ser observadas com atenção, como rigidez ao levantar e redução das atividades. No frio, esses sinais tendem a ficar mais evidentes”, conclui.