Medicina Intensiva

Einstein passa a usar robô em cirurgias de joelho e quadril para aumentar precisão

Plataforma usa tomografia para planejar a operação em 3D e orienta o cirurgião durante cortes ósseos e ajuste de ligamentos, com monitoramento em tempo real.

Por Redação Brazil Health , 15/04/2026

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Einstein passa a usar robô em cirurgias de joelho e quadril para aumentar precisão

O Hospital Israelita Albert Einstein começou a utilizar a plataforma robótica SkyWalker em cirurgias ortopédicas, principalmente em procedimentos de joelho e quadril. A proposta é combinar planejamento pré-operatório individualizado com orientação robótica durante a operação, para reduzir variações técnicas e aumentar a fidelidade entre o que foi planejado e o que é executado em sala cirúrgica.

A tecnologia se baseia em imagens de tomografia computadorizada, usadas para construir um modelo tridimensional da articulação. A partir desse mapeamento, o cirurgião pode definir previamente tamanho, posicionamento e alinhamento do implante de acordo com a anatomia do paciente.

Na etapa intraoperatória, um braço robótico atua como guia para posicionar o bloco de corte, etapa que influencia diretamente o alinhamento da prótese. O sistema também oferece feedback em tempo real para avaliação do chamado “balanceamento de lacunas”, que ajuda a checar o equilíbrio dos ligamentos e fazer ajustes ao longo do procedimento.

O que muda para o paciente

Segundo o diretor da Rede Cirúrgica do Einstein, Sérgio Araújo, o ganho está no maior controle sobre detalhes que podem interferir na durabilidade do implante e na função do membro operado. “A capacidade de planejar a cirurgia em um modelo 3D e executá-la com o auxílio robótico nos dá um controle sem precedentes”, afirma. Para ele, “a precisão nas ressecções ósseas e no alinhamento dos componentes é fundamental para a longevidade do implante e para uma recuperação mais funcional do paciente”.

Expansão do uso de robótica na ortopedia

O Einstein já realizava artroplastias com suporte robótico, mas a nova plataforma passa a integrar as opções disponíveis nas unidades Morumbi, em São Paulo, e Goiânia. De acordo com Mário Lenza, gerente médico da Ortopedia do hospital, a adoção amplia o número de procedimentos que podem ser feitos com assistência robótica. “Essa precisão adicional nos permite planejar e executar procedimentos com ainda mais acurácia, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente no pós-operatório e nos resultados clínicos”, diz.

Como o sistema funciona no centro cirúrgico

A MicroPort Orthopedics, desenvolvedora da plataforma, afirma que o objetivo é apoiar a tomada de decisão do cirurgião durante a cirurgia. “O SkyWalker foi projetado para ser uma extensão das habilidades do cirurgião. A plataforma oferece um feedback em tempo real e a garantia de que o plano cirúrgico seja seguido à risca”, afirma Pamela Techima, diretora de operações comerciais da empresa.

O hospital informa que a plataforma se soma ao programa de cirurgia robótica da instituição, que acumula mais de 16 mil procedimentos e mais de mil profissionais capacitados ao longo de 18 anos.