Outros

Dia do Medicamento Genérico: entenda diferenças entre remédios de marca e similares

Data celebrada em 20 de maio chama atenção para opções mais baratas nas farmácias e para o que muda – e o que não muda – entre tipos de remédio aprovados pela Anvisa.

Por Redação Brazil Health , 20/05/2026

3 min de leitura

Dia do Medicamento Genérico: entenda diferenças entre remédios de marca e similares

O Dia do Medicamento Genérico, lembrado em 20 de maio, reforça a importância de ampliar o acesso a tratamentos no país e também levanta dúvidas comuns entre consumidores: afinal, qual é a diferença entre remédios de referência, genéricos e similares? A distinção é relevante para quem busca economizar sem abrir mão da segurança, já que todos precisam de registro e avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No Brasil, os genéricos são comercializados desde 1999. Eles são apresentados sem marca comercial e podem ser identificados pela tarja amarela com a letra G. A principal vantagem para o paciente costuma ser o preço: por regra da Anvisa, o genérico deve custar pelo menos 35% menos do que o medicamento de referência.

O que é o medicamento de referência

O medicamento de referência – também chamado de original – é aquele desenvolvido primeiro por um laboratório. Ele é vendido com marca conhecida e tem eficácia e segurança demonstradas em estudos clínicos, servindo como parâmetro para as demais versões.

O que muda no genérico

O genérico tem o mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e efeito terapêutico do medicamento de referência. Isso significa que, quando indicado como equivalente, deve oferecer o mesmo resultado esperado no tratamento, com controle de qualidade e exigências regulatórias para comprovar segurança e eficácia.

Maurício Filizola, farmacêutico e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, avalia que a busca por genéricos tem aumentado pela combinação entre economia e confiança. “Os genéricos representam um avanço importante para a saúde pública, porque permitem que mais pessoas tenham acesso contínuo aos tratamentos prescritos pelos médicos”, afirma.

E onde entram os similares

Os medicamentos similares também têm o mesmo princípio ativo e a mesma indicação terapêutica do remédio de referência, mas podem variar em aspectos como cor, formato, embalagem e nome comercial. Para serem vendidos, precisam comprovar à Anvisa equivalência terapêutica e qualidade.

Para evitar confusões, Filizola recomenda que o paciente converse com o médico sobre as alternativas e que a prescrição traga o princípio ativo. “É importante que o paciente converse com o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos genéricos e peça que, na receita, seja indicado o princípio ativo do medicamento, e não apenas a marca comercial”, orienta.