Geriatria

Quando o barulho machuca: entenda o que são hiperacusia e misofonia

Barulhos do dia a dia podem virar tormento: descubra o que são hiperacusia e misofoniaSons cotidianos como mastigação e cliques de caneta podem causar dor intensa e reações emocionais em pessoas com esses distúrbios auditivos.

Por Redação Brazil Health , 22/05/2025

2 min de leitura

Quando o barulho machuca: entenda o que são hiperacusia e misofonia

Barulhos do dia a dia podem virar tormento: descubra o que são hiperacusia e misofonia

Sons cotidianos como mastigação e cliques de caneta podem causar dor intensa e reações emocionais em pessoas com esses distúrbios auditivos.

O que para muitos é apenas um incômodo passageiro, para outras pessoas pode ser fonte de sofrimento real e constante. Sons comuns, como talheres batendo no prato ou alguém mastigando, são capazes de provocar dor, irritação intensa e até crises de raiva em indivíduos com hiperacusia ou misofonia, distúrbios auditivos pouco conhecidos que afetam o cotidiano e o bem-estar.

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, essas condições não estão associadas à perda auditiva, mas sim a uma falha no processamento dos sons pelo cérebro. “Na hiperacusia, o som causa dor ou desconforto mesmo em volumes considerados normais. Já a misofonia envolve uma reação emocional exagerada a ruídos específicos, como mastigação ou respiração”, explica o especialista.

Reações reais, não exagero

Frequentemente tratadas como frescura, essas condições têm origem em uma disfunção neurológica. “O cérebro dessas pessoas amplifica estímulos sonoros e reage de forma desproporcional”, afirma Dr. Bruno. Entre os fatores que podem desencadear os distúrbios estão estresse crônico, ansiedade, depressão e até traumas, como infecções virais ou exposição a sons extremamente altos.

Como identificar e tratar

O diagnóstico exige uma avaliação criteriosa, com testes de tolerância auditiva e exclusão de outras causas. O tratamento costuma ser multidisciplinar, incluindo:

terapia sonora: uso de sons suaves e contínuos para dessensibilizar o cérebro

reeducação auditiva: treinamentos específicos acompanhados por profissionais

acompanhamento psicológico: fundamental em casos de impacto emocional intenso

controle do estresse: técnicas de relaxamento, respiração e mindfulness

Dr. Bruno ressalta que o reconhecimento do problema é essencial: “É fundamental que o paciente entenda que sua dor é válida e que existem tratamentos possíveis. Procurar ajuda médica é o primeiro passo para reconquistar o bem-estar e aprender a conviver melhor com o som”.