Geriatria

Coriza que não passa no outono pode ser rinite ou resfriado; saiba quando investigar

Variações de temperatura comuns na meia-estação irritam o nariz e favorecem sintomas respiratórios. Otorrino explica o que a coriza recorrente pode indicar e em que situações é preciso buscar atendimento.

Por Redação Brazil Health , 02/06/2026

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Coriza que não passa no outono pode ser rinite ou resfriado; saiba quando investigar

Coriza em excesso e que volta com frequência é uma queixa comum no outono, quando dias quentes se alternam com noites mais frias em boa parte do Centro-Sul do país. A mudança brusca de temperatura e a maior irritação das vias aéreas podem favorecer crises de rinite e resfriados, com nariz escorrendo e entupido, mesmo sem outros sintomas importantes.

Segundo o otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, quando há coriza e obstrução nasal sem mal-estar, o quadro costuma estar ligado a rinite ou a um resfriado comum. “Tanto a rinite como o resfriado têm alta incidência e ocorrem o ano todo. Mas nos períodos de transição, com maior variação de temperatura, o nariz é mais exigido. A coriza é a primeira sinalização de que há algo errado”, afirma.

Quando a coriza pode indicar algo além de um incômodo

Embora muitas vezes seja um sintoma isolado, a coriza também pode vir acompanhada de dor de garganta, dor de cabeça e febre. Nesses casos, pode haver um quadro mais agudo, como gripe por influenza ou COVID-19, que podem começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado.

O especialista orienta que, se os sintomas se mantiverem por alguns dias, é importante não adiar a avaliação médica. “Passados dois ou três dias em que o paciente permanece sintomático, mesmo após medidas gerais de controle de febre e analgesia, é importante que ele procure atendimento médico”, diz.

Prevenção ajuda a reduzir crises e recorrência

Para quadros leves e repetitivos, a recomendação é focar em prevenção, especialmente durante outono e primavera. “A vacinação contra a gripe é sem dúvida a melhor forma de evitar a recorrência de todas as reações que são causadas por ela. Isso também vale para a COVID, que tem reações semelhantes e tem vacina”, afirma Pizarro.

Rinite e asma exigem plano de controle

No caso de pessoas com rinite, o médico recomenda buscar orientação especializada antes ou no início da estação, para ajustar medidas preventivas e reduzir a chance de crises. Ele acrescenta que a mesma lógica vale para quem tem asma, condição que pode piorar em períodos de maior instabilidade climática e deve ser acompanhada por profissional de saúde.