Osteoporose

Osteoporose: exame simples detecta risco antes da fratura

Densitometria óssea ajuda a flagrar a perda de massa óssea cedo, orientar tratamento e evitar fraturas que comprometem a independência na maturidade, explica o médico Marcos Villela Pedras Polonia.

Por Redação Brazil Health , 05/01/2026

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Osteoporose: exame simples detecta risco antes da fratura

O médico Marcos Villela Pedras Polonia reforça a importância de um exame acessível e rápido para prevenir danos sérios: a densitometria óssea. “Detectar a perda de massa óssea antes das fraturas é o primeiro passo para garantir envelhecimento saudável e autonomia na maturidade”, afirma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos sofrerão fratura por fragilidade ao longo da vida. No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas convivam com algum grau de perda de massa óssea — muitas sem diagnóstico.

Como funciona o exame

A densitometria mede a quantidade de minerais nos ossos e indica se há perda leve (osteopenia) ou significativa (osteoporose). É feita por um aparelho que usa um tipo de raio X de baixa dose para avaliar regiões como coluna, quadril e, às vezes, o antebraço. O médico destaca: “O procedimento é rápido, indolor e não invasivo”.

Além disso, a tecnologia emprega “uma dose muito baixa de radiação — menor do que a de uma radiografia comum”, com resultados emitidos em poucos minutos.

Quem deve fazer

De acordo com Polonia, a Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica e Osteometabolismo recomenda o exame para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70. A avaliação também é indicada antes disso quando há fatores de risco, especialmente para mulheres acima dos 40 (na transição da menopausa) e homens a partir dos 50.

  • Menopausa precoce
  • Histórico familiar de osteoporose
  • Uso prolongado de corticoides
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Doenças que dificultam a absorção de cálcio, como hipertireoidismo e doença celíaca

Prevenção e acompanhamento contínuo

A osteoporose costuma ser silenciosa até que surjam as primeiras fraturas, muitas vezes no quadril, na coluna ou no punho — eventos que podem causar perda de mobilidade, dependência e até aumentar o risco de mortalidade em idosos. “A densitometria óssea permite agir antes que isso aconteça, identificando precocemente os pacientes que precisam de intervenção”, explica o médico.

O exame também é essencial para acompanhar a resposta ao tratamento e ajustar medicações e suplementação de cálcio e vitamina D ao longo do tempo. “A prevenção, no entanto, vai além do diagnóstico”, ressalta Polonia, citando hábitos que fortalecem os ossos: alimentação rica em cálcio, exposição solar controlada e prática regular de atividade física, com foco em musculação e exercícios de impacto.

“A densitometria óssea é o principal aliado nesse caminho, permitindo que o diagnóstico venha antes da fratura — e que a maturidade seja vivida com força, movimento e autonomia”, conclui.