Acupuntura

Fraturas na mão e punho crescem e já são uma das principais causas de afastamento do trabalho

Casos de afastamento por fraturas na mão e no punho aumentam, preocupando especialistas e afetando a rotina de trabalhadores e idosos no país.

Por Redação Brazil Health , 26/04/2025

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Fraturas na mão e punho crescem e já são uma das principais causas de afastamento do trabalho

O número de trabalhadores afastados por fraturas na mão e no punho cresceu 24,7% em 2024, tornando-se a sétima principal causa de afastamento no Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Foram 101.177 casos registrados, um salto significativo em relação aos 81.123 afastamentos contabilizados em 2023.

As fraturas distais do rádio, que atingem a região do punho, estão entre as mais comuns, representando 10% a 20% dos atendimentos em traumatologia. Esse tipo de fratura ocorre com frequência quando a pessoa cai e instintivamente estende a mão para amortecer o impacto. “A fratura do rádio distal, conhecida como fratura de Colles, é a mais comum do corpo humano. Ela é frequente em idosos com osteoporose e em praticantes de esportes de alto impacto”, explica Rui Barros, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM).

Os sintomas incluem dor intensa, inchaço, limitação de movimentos, hematomas e, em alguns casos, deformidade visível. O tratamento depende da gravidade da fratura: casos simples podem ser tratados com imobilização com gesso, enquanto lesões mais complexas exigem cirurgia para evitar deformidades e perda de mobilidade. “A busca por um especialista em cirurgia da mão é essencial para evitar complicações como dor crônica e dificuldades funcionais”, alerta o Dr. Barros.

Idosos e trabalhadores são os mais vulneráveis

Os idosos são um dos grupos mais afetados por essas fraturas, devido à osteoporose e à perda de estabilidade postural. Medidas preventivas incluem manter a casa livre de obstáculos, usar tapetes antiderrapantes e instalar corrimãos em escadas e banheiros. Além disso, fortalecimento muscular, suplementação de cálcio e vitamina D e uso de dispositivos auxiliares (como bengalas) podem ajudar a reduzir o risco de quedas.

Já no ambiente de trabalho, onde acidentes são frequentes, a pressa e a falta de atenção aumentam o risco de quedas e fraturas. “Auditorias periódicas para avaliar a segurança no local e identificar áreas de risco são fundamentais para reduzir esses casos”, destaca o presidente da SBCM.

Com o número crescente de afastamentos, a prevenção e o tratamento especializado tornam-se essenciais para evitar complicações e reduzir os impactos na qualidade de vida e na produtividade dos trabalhadores.