Acupuntura

Dor e rigidez no joelho ao levantar podem ser sinal de artrose

O desgaste da “almofada” da articulação costuma avançar aos poucos, mas medidas simples e tratamento precoce podem ajudar a controlar a dor e preservar a mobilidade.

Por Redação Brazil Health , 08/04/2026

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Dor e rigidez no joelho ao levantar podem ser sinal de artrose

Dor ao se levantar, rigidez depois de ficar muito tempo sentado ou desconforto após caminhadas cada vez mais curtas: esses sinais podem indicar artrose no joelho, hoje também chamada de osteoartrite. A doença é caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação, junto a um processo inflamatório crônico.

Segundo a ortopedista Camila Cohen Kaleka, “trata-se de uma doença degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações, associada a um processo inflamatório crônico dentro do joelho”. E há um ponto importante: “uma vez iniciado o processo de desgaste, ele precisa ser acompanhado de perto para ser controlado”.

Embora seja mais comum em adultos e idosos, a osteoartrite pode aparecer mais cedo em pessoas com histórico de sobrecarga articular, lesões e cirurgias prévias, excesso de peso ou alterações no alinhamento das pernas. Em geral, não surge de repente: evolui lentamente, com sintomas que tendem a piorar sem acompanhamento.

O que acontece dentro do joelho

Na osteoartrite, a cartilagem vai afinando e deixa de cumprir sua função de amortecer impactos e permitir o “deslizamento” suave da articulação. Com o tempo, podem surgir dor, inflamação, rigidez e perda de movimento. Em fases mais avançadas, deformidades angulares se tornam mais evidentes e a autonomia do paciente pode ser afetada.

O quadro passa por diferentes estágios. Por isso, o diagnóstico precoce faz diferença: nas fases iniciais, orientações e condutas adequadas podem retardar a progressão e preservar a função do joelho.

Tratamento começa com medidas conservadoras

Nos estágios iniciais, o tratamento costuma ser não cirúrgico e se apoia em um “tripé” descrito pela médica: fisioterapia, fortalecimento muscular e controle do peso. A fisioterapia ajuda a melhorar a mobilidade, reduzir a dor e corrigir padrões de movimento que aumentam a sobrecarga. Já o fortalecimento, especialmente da musculatura da coxa, contribui para dar mais estabilidade ao joelho e diminuir o impacto sobre a cartilagem.

O controle do peso também tem papel central, por reduzir a carga exercida sobre a articulação a cada passo. Como destaca a ortopedista, “mudanças no estilo de vida, como manter o peso adequado, fortalecer a musculatura e tratar lesões precocemente, podem atrasar significativamente a progressão da osteoartrite”.

Quando a cirurgia entra em cena

Em casos mais avançados, quando a dor começa a limitar tarefas do dia a dia e as medidas conservadoras já não bastam, podem ser consideradas infiltrações de ácido hialurônico, com melhora temporária em alguns pacientes. Ainda assim, pode haver indicação de cirurgia, a depender do estágio da doença e do impacto na qualidade de vida.

Procedimentos como artroscopia podem ser avaliados em situações específicas, embora estejam cada vez menos frequentes. Nos quadros graves, a prótese total de joelho pode ser necessária para aliviar a dor e recuperar a função.

A escolha do melhor caminho é individualizada e leva em conta idade, nível de atividade e objetivos do paciente. No fim, a orientação central é procurar ajuda antes que o problema tome conta da rotina: com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível controlar a artrose, reduzir a dor e manter qualidade de vida.