Cirurgia Cardiovascular

Sangue na urina nem sempre é infecção: pode ser sinal de câncer de bexiga

Hematúria é o sintoma mais comum do câncer de bexiga e deve ser investigada, sobretudo quando há ardor, urgência para urinar ou alterações no jato que persistem por semanas.

Por Redação Brazil Health, 24/07/2026

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Sangue na urina nem sempre é infecção: pode ser sinal de câncer de bexiga

Notar a urina com tom avermelhado costuma gerar alarme, mas muitas pessoas atribuem o problema a causas comuns, como infecção urinária ou pedra nos rins. Embora essas hipóteses sejam frequentes, especialistas alertam que a presença de sangue na urina também pode indicar doenças mais graves, incluindo o câncer de bexiga, que exige diagnóstico rápido.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028 apontam cerca de 13.110 novos casos de câncer de bexiga por ano no Brasil. A projeção sugere maior ocorrência entre homens: 9.040 casos anuais, ante 4.070 em mulheres.

Segundo o oncologista Fernando Zamprogno e Silva, da Kora Saúde, conhecer os grupos de maior risco ajuda a direcionar a prevenção e a busca por avaliação médica no início dos sintomas.

“O que pouca gente sabe é que o cigarro também é o principal vilão do câncer de bexiga. As toxinas que a pessoa inala ao fumar são absorvidas pelo sangue e, depois de filtradas pelos rins, ficam concentradas na urina guardada na bexiga”, afirma. “Por isso, deixar o vício do cigarro de lado é, de longe, a forma mais eficaz e potente de prevenir esse tipo de tumor.”

Quando o desconforto ao urinar merece atenção

Além do sangue na urina, o médico orienta que sinais irritativos persistentes devem ser investigados, especialmente quando duram semanas ou não melhoram após o tratamento de uma infecção. Entre os sintomas que podem aparecer estão ardor ou dor ao urinar, vontade urgente de ir ao banheiro mesmo com pouca urina e redução perceptível da força do jato.

A recomendação é evitar a autossuspeita e buscar avaliação profissional. Em muitos casos, os sintomas têm causa benigna, mas a persistência pode ser um alerta para que o médico descarte problemas que exigem abordagem específica, como tumores.

Tabagismo e exposição a químicos elevam o risco

O tabaco é apontado como o principal fator de risco, mas não é o único. Pessoas expostas a substâncias químicas ao longo do tempo também podem estar mais vulneráveis, especialmente em atividades industriais com tintas, borrachas e derivados de petróleo, o que reforça a importância do uso adequado de equipamentos de proteção.

Hábitos que ajudam na prevenção

Medidas simples do dia a dia também entram no pacote de prevenção, como manter boa hidratação. A ingestão regular de água ajuda a diluir a urina e pode reduzir o tempo de contato de substâncias potencialmente irritantes com a parede da bexiga.

Especialistas reforçam que mudanças na cor da urina, dor ao urinar ou sintomas persistentes não devem ser ignorados. A orientação é procurar atendimento para avaliação e, quando indicado, realizar exames para identificar a causa o quanto antes.