Cirurgia Cardiovascular

Leucemia: 7 fatos essenciais para reconhecer sinais e opções de tratamento

No Fevereiro Laranja, especialista detalha sinais, riscos e como a doença é tratada

Por Redação Brazil Health , 13/02/2026

3 min de leitura

Leucemia: 7 fatos essenciais para reconhecer sinais e opções de tratamento

A leucemia é um câncer do sangue que começa na medula óssea e altera a produção de glóbulos brancos. Alguns tipos avançam rapidamente, outros evoluem de forma lenta e podem ser detectados em exames de rotina. No mês de conscientização, a hematologista Lisa Aquaroni Ricci, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), esclarece pontos que ajudam no diagnóstico precoce e no cuidado adequado.

De modo geral, a doença pode se apresentar como aguda – com progressão rápida – ou crônica, que costuma crescer ao longo dos anos. Essa diferença orienta a necessidade de iniciar o tratamento imediatamente ou de apenas acompanhar a evolução em consultas periódicas.

Idade e perfil da doença

A condição não é restrita a uma faixa etária. “A leucemia pode acontecer em qualquer idade. Ela não é exclusiva de crianças ou de pessoas mais velhas, embora alguns tipos sejam mais comuns em determinadas fases da vida”, explica a médica. Na infância, a forma linfoblástica aguda é a mais frequente e, quando tratada precocemente, muitas crianças se curam. Em idosos – sobretudo após os 60 anos – a leucemia linfóide crônica é mais comum.

Fatores de risco e causas

Na maioria dos casos, não há um único motivo que explique o surgimento da doença. Fatores como envelhecimento, exposição prolongada a certos químicos ou radiação e tratamentos prévios com quimio ou radioterapia podem elevar o risco, mas nem sempre estão presentes. “A maioria dos pacientes não fez nada de errado e não poderia ter evitado a doença”, diz Ricci.

Sintomas e quando buscar ajuda

No início, especialmente nas formas crônicas, a leucemia pode não causar sintomas e ser descoberta em um hemograma de rotina. Quando aparecem, os sinais costumam ser inespecíficos: febre, cansaço, dores no corpo, palidez, falta de ar, manchas roxas e sangramentos fáceis podem lembrar problemas comuns. “Isoladamente, esses sintomas geralmente têm causas simples. Mas, quando persistem, aparecem em conjunto ou pioram, é fundamental procurar avaliação médica”, orienta a especialista.

A doença pode ainda atingir outros órgãos. Linfonodos no pescoço, axilas ou virilha podem aumentar; o baço e o fígado podem crescer e causar desconforto abdominal ou alterações em exames. Em situações raras, há acometimento do sistema nervoso central, com dor de cabeça persistente, visão dupla ou formigamentos – cenário em que, em certos casos, é considerado tratamento preventivo dessa região.

Tratamentos e acompanhamento

Nem toda leucemia demanda quimioterapia tradicional. Em alguns quadros, o melhor é observar e acompanhar. Quando o tratamento é indicado, há alternativas como terapias-alvo, imunoterapia, transplante de medula óssea e, em situações específicas, a terapia celular CAR-T. “O tipo de tratamento depende do tipo de leucemia, da fase da doença e das condições clínicas de cada paciente”, conclui Ricci.

Ao reconhecer que a doença pode ser silenciosa e que seus sinais se confundem com problemas do dia a dia, consultas regulares e atenção a exames simples, como o hemograma, tornam-se aliados para identificar alterações e encaminhar rapidamente ao especialista.