Câncer de bexiga: 7 mitos e verdades sobre sinais que muita gente ignora
Sangue na urina não é o único alerta. Especialista explica quando sintomas parecidos com infecção urinária precisam de investigação para evitar atraso no diagnóstico.
Por Redação Brazil Health , 12/07/2026
3 min de leitura
Muita gente atribui mudanças na urina e desconforto ao fazer xixi a uma infecção urinária passageira e demora a buscar avaliação médica. O problema é que esses mesmos sinais podem estar relacionados ao câncer de bexiga, um dos tumores urológicos mais comuns no Brasil, com mais de 11 mil novos casos por ano.
A oncologista Luciana Buttros, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), afirma que a desinformação contribui para diagnósticos tardios. “Outros sintomas que merecem atenção incluem dor ou queimação ao urinar (disúria) persistente, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, dor pélvica ou lombar”, diz.
Nem todo sintoma urinário é infecção
Embora o sangue na urina (hematúria) seja um dos sinais mais conhecidos, ele não é o único. Dor ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e sensação de que a bexiga não esvaziou podem ocorrer tanto em infecções quanto em outros problemas, incluindo tumores.
Uma diferença importante, segundo a médica, é o comportamento dos sintomas. “Infecções simples geralmente melhoram com antibióticos em poucos dias. Já sintomas que retornam frequentemente ou que persistem por semanas, mesmo após tratamento, devem ser avaliados com mais atenção”, afirma.
O que observar na urina
Alterações de cor, cheiro e aparência podem funcionar como um sinal de alerta para problemas no trato urinário. “A urina reflete diretamente o estado da bexiga e do trato urinário. Alterações no aspecto da urina, como coloração avermelhada, turva, com presença de coágulos ou cheiro forte persistente, podem indicar infecções, inflamações ou até tumores”, explica Buttros.
A especialista também chama atenção para as mulheres: apesar de o câncer de bexiga ser mais comum em homens, elas também podem desenvolver a doença e, em alguns casos, receber diagnóstico mais tarde. “Nas mulheres os sintomas podem ser mais facilmente atribuídos a infecções urinárias ou alterações hormonais, o que leva a atrasos no diagnóstico”, diz.
Quando procurar médico e quais exames podem ajudar
Não existe um exame preventivo indicado para toda a população. A investigação costuma começar a partir de sintomas ou de fatores de risco, como tabagismo, exposição ocupacional a substâncias químicas e histórico familiar.
Para a médica, desconforto persistente não deve ser normalizado. “Se sintomas como dor ao urinar e sangue na urina persistirem por mais de uma semana, ou se voltarem com frequência, é fundamental procurar um médico”, alerta.
Exames iniciais, como urina tipo 1 e ultrassonografia das vias urinárias, podem apontar alterações e direcionar a investigação. Em situações com maior suspeita, o exame mais indicado é a cistoscopia. “A cistoscopia — procedimento urológico que permite visualizar diretamente o interior da bexiga — é o mais indicado e eficaz para detectar lesões, mesmo que pequenas ou assintomáticas”, finaliza.
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